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Sonangol: Participação no BCP "é investimento que está a dar certo"

"É um investimento que está a dar a certo, que começa a ter bons resultados, que quer a Sonangol quer Angola vão ter um rendimento adicional nas suas fontes de receitas" referiu Carlos Saturnino

Lusa 18 de Junho de 2018 às 18:18
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O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da petrolífera estatal angolana, Sonangol, disse hoje que a participação no banco português Millenium BCP "é um investimento que está a dar certo".

 

Carlos Saturnino recordou que em 2017 o banco apresentou resultados positivos de mais de 180 milhões de euros.

 

"O banco melhorou substancialmente, tem tido resultados positivos bons, este ano que findou, 2017, o resultado foi muito melhor, mais de 180 milhões de euros, e estamos a projectar um rendimento à volta dos 500 milhões de euros", disse Carlos Saturnino, em declarações emitidas hoje pela rádio pública angolana.

 

Segundo o responsável, a meta é aumentar o rendimento actual para a sua distribuição pelos accionistas.

 

"É um investimento que está a dar a certo, que começa a ter bons resultados, que quer a Sonangol quer Angola vão ter um rendimento adicional nas suas fontes de receitas" referiu.

 

O PCA da Sonangol sublinhou que o investimento no Millenium BCP "é estratégico e de longo prazo", salientando que "o banco melhorou substancialmente" os seus resultados.

 

"A ideia é que até agora o banco sempre gerou dinheiro, felizmente, mas gerou dinheiro para o crescimento interno da organização, a partir de agora o que queremos é que o dinheiro que seja gerado seja muito maior para poder distribuir dividendos aos seus accionistas", frisou.

 

A concessionária angolana no seu relatório e contas de 2016, divulgado em Julho de 2017, referia que a sua participação no banco português, iniciada em 2007, representava uma perda potencial de 365,7 milhões de euros.

 

Em 2017, o BCP teve lucros de 186,4 milhões de euros, acima dos 23,9 milhões do ano anterior.

 

O BCP tem como principal accionista o grupo chinês Fosun, com 27,06% do capital social, sendo a petrolífera angolana Sonangol o segundo maior accionista, com 19,49%, segundo a página do banco na Internet. Já o Grupo EDP tinha 2,11% do capital social.

 

Ainda segundo informações divulgadas ao mercado, em Fevereiro, o fundo de investimento norte-americano BlackRock tinha 2,73% do BCP e o Norges Bank 1,76%.

 

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