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Sonangol deixara de usar contratos petroliferos como garantia

O governo angolano não irá permitir que a companhia petrolífera do país, Sonangol, continue a utilizar os contratos com petrolíferas estrangeiras como garantia do pagamento de empréstimos, revelaram fontes oficiais.

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 12 de Julho de 2004 às 16:05
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O governo angolano não irá permitir que a companhia petrolífera do país, Sonangol, continue a utilizar os contratos com petrolíferas estrangeiras como garantia do pagamento de empréstimos, revelaram fontes oficiais.

O crédito no valor de 2,25 mil milhões de dólares que a Sonangol está a tentar obter junto de um sindicato de bancos (do qual o BES faz parte) será o último em que os contratos serão usados como garantia, revelou António Sampaio, porta-voz da embaixada angolana em Londres, citado pela Bloomberg.

«Os futuros empréstimos para Angola e a Sonangol não serão suportados pelo petróleo», afirmou a mesma fonte.

O petróleo é responsável por cerca de 77% das receitas do Estado angolano, pelo que a utilização dos contratos petrolíferos como garantia de pagamento de um empréstimo privado mereceu críticas do Clube de Paris, que agrega países credores.

Neste momento Angola tem dívidas em atraso no valor de dois mil milhões de dólares, de um total de dívida externa de 12 mil milhões de dólares.

António Sampaio anunciou que a partir de agora, os empréstimos contraídos pela Sonangol, empresa de capital público, terão como suporte o Banco Central de Angola.

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