Empresas Sonangol escolhe Saldanha para sede de negócios em Portugal

Sonangol escolhe Saldanha para sede de negócios em Portugal

A petrolífera angolana Sonangol prepara-se para concentrar vários dos seus interesses em Portugal no Saldanha, uma das zonas mais centrais de Lisboa. Uma empresa ligada ao grupo angolano adquiriu há alguns meses um edifício na Av. da República por um montante superior a 38 milhões de euros.
A petrolífera angolana Sonangol prepara-se para concentrar vários dos seus interesses em Portugal no Saldanha, uma das zonas mais centrais de Lisboa. Ao que o Negócios apurou junto de várias fontes do sector imobiliário, uma empresa ligada ao grupo angolano adquiriu há alguns meses um edifício na Av. da República, mesmo em cima daquela praça lisboeta, por um montante superior a 38 milhões de euros.

O objectivo da Sonangol é fazer do edifício República Center a base de vários investimentos angolanos em Portugal. Assim, diversas empresas angolanas a operar no mercado nacional e que, de alguma forma, estejam ligadas à petrolífera poderão instalar-se no prédio, que além de escritórios tem previsto um espaço para galeria comercial.

O edifício em causa era propriedade da Augusta Sociedade de Construções, uma imobiliária com interesses em Lisboa e no Algarve. Contactada pelo Negócios, fonte da empresa confirmou já não ser proprietária do edifício, mas não houve disponibilidade dos seus responsáveis para mais comentários.

O República Center esteve vários anos embargado. Chegou a ter abertura prevista para 2003, que não se concretizou. Segundo fonte de uma consultora do sector, o edifício não terá ainda a licença de utilização. De acordo com as informações recolhidas pelo Negócios, o República Center prevê 5.700 metros quadrados de escritórios e 6.600 metros quadrados de espaço comercial.

Esta transacção, avaliada em 38,5 milhões de euros, destaca-se numa fase de reduzidos investimentos imobiliários em Portugal. Segundo dados da consultora Cushman & Wakefield, as transacções do primeiro trimestre do ano ascenderam a 77 milhões. No ano passado foram movimentados 500 milhões em grandes activos imobiliários, menos de metade dos 1,3 mil milhões de 2007. O valor médio de cada transacção foi inferior a 10 milhões.




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