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Alexandre Relvas: “Sou de uma família com tradições agrícolas”

O empresário destacou o facto de liderar agora um projecto de média dimensão no sector dos vinhos e garantiu que fará “os investimentos necessários” para manter o ritmo de crescimento, depois de ter multiplicado as vendas por cem na primeira década de actividade.

Jorge Godinho/Correio da Manhã
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 20:40
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Se a CAAR cumprir as metas para este ano de vender três milhões de garrafas e facturar sete milhões de euros, que espaço sobra para crescer?

Agora somos um projecto de média dimensão no sector. Mas se queremos ser competitivos temos de ter uma dimensão superior à que temos hoje. Nos próximos quatro a cinco anos queremos chegar às cinco milhões de garrafas vendidas. Não só para termos dimensão mas para ganhar competitividade.

 

E têm capacidade instalada para o fazer?

Em termos de vinificação – de armazenagem é superior – [temos capacidade] para vender 3,5 a 4 milhões de garrafas, mas faremos os investimentos necessários, sobretudo na área de vinificação, na fermentação e armazenagem de vinhos, para manter o ritmo de crescimento. Começámos em 2004 com 30 mil garrafas e em dez anos multiplicámos as vendas por cem. O plano sempre foi crescer.

 

Têm duas herdades no Alentejo, com 100 hectares de vinha. Pensam fazer alguma unidade de enoturismo, como têm feito alguns concorrentes?

Somos comerciantes de vinhos. Queremos focar todo o nosso esforço na produção e na venda de vinho.

 

O seu filho, que também se chama Alexandre Relvas, é o operacional na empresa?

Temos uma equipa de direcção do negócio com três pessoas e o meu filho é o responsável comercial. Eu tenho a coordenação. Tenho o prazer de ter o meu filho a trabalhar comigo. Ele tem “background” na área da viticultura: formou-se em Bordéus e tem vindo a trabalhar neste projecto desde que acabou a formação.

 

E o seu envolvimento é mais do que ir lá de vez em quando aos fins-de-semana?

Vou lá todas as semanas. É um projecto que valorizo muito, em que estou muito apostado em fazer crescer, dá-me um enorme prazer. Tudo o que são projectos de criação empresarial dão prazer e na agricultura ainda mais. Todos os anos temos novos produtos, mesmo que seja com as mesmas marcas.

 

Comprou a herdade em 1997. Por que se meteu neste negócio dos vinhos?

As primeiras vinhas foram plantadas em 2000 e 2001 e os primeiros vinhos, da colheita de 2003, chegaram ao mercado no ano seguinte. Sou de uma família com tradições agrícolas. O meu pai era veterinário e o meu avô engenheiro agrónomo. Tudo isto dá uma perspectiva de uma certa continuidade, mesmo que não seja na mesma actividade.

 

E porquê o Alentejo?

Sou retornado. Vim de Angola, de uma família quase na 3ª geração em Angola e foi a região pela qual me apaixonei. Se pudesse escolher a minha terra seria o Redondo, seguramente.

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