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SPAC diz recear para a TAP cenário igual ao da Iberia

O sindicato dos pilotos acusa o Governo de pretender "despachar a TAP a qualquer custo" deixando "os buracos que ficaram nas contas da companhia para ser ser pagos pelos trabalhadores".

Bruno Simão
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 13:39
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O Sindicatos dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) diz que com a greve que tem estado a decorrer desde 1 de Maio o que "pretende é garantir que a TAP passe para o privado, em condições de empresa privada, estável laboralmente, de forma a que não aconteça o que aconteceu na Iberia", onde houve uma redução de "metade dos trabalhadores, metade das rotas e metade dos pilotos".

 

Numa sessão de esclarecimento sobre os motivos da convocação da paralisação de 10 dias, Hélder Santinhos, dirigente do SPAC, considerou que não pagamento das diuturnidades, congeladas desde 2011, significará que serão os trabalhadores "a subsidiar a companhia", já que, frisou, "o privado não arrisca dinheiro dele".

 

Para o responsável, "nenhum investidor privado vai capitalizar a TAP em de 100, 200 milhões de euros, apesar de o secretário de Estado dizer que serão 300".

 

O pagamento das diuturnidades, lembrou, representa um custo de 6,5 milhões de euros por ano, um valor "irrelevante considerando que a TAP factura mais de 2.000 milhões de euros".

 

Hélder Santinhos manifestou-se ainda convencido de que o Governo não vai cumprir o acordo assinado em Dezembro com os sindicatos da TAP, lembrando que podem existir circunstâncias supervenientes em que "o investidor compra a TAP  e descobre que imparidades nas contas são maiores", invalidando o acordo.

 

Para o SPAC, o que governo pretende fazer é" despachar a TAP a qualquer custo e os buracos que ficaram nas contas vão ser pagos pelos trabalhadores".

 

Considerando que o processo de privatização está a ser precipitado, o sindicato entende ser  "necessário haver um acordo social com trabalhadores para garantir a viabilidade da empresa e a manutenção da TAP em território nacional".

 

Relativamente à exigência do cumprimento do acordo de 1999 – e ao direito a uma participação até 20% da TAP – Helder Santinhos garantiu que o sindicato está disponível "para negociar. E lembrou que neste processo chegou a ser conversada "a criação de um grupo consultivo de trabalhadores que participaria um pouco na gestão de empresa" e a compensação através de "uma troca por condições remuneratórias ou de trabalho". No entanto, "nunca chegou a ser aprofundado.

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