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Start-ups sofrem mais ciberataques e descarregam gestor de passwords

Quase três em cada 10 start-ups portuguesas admitem que já sofreram em 2020 tantos ciberataques quantos os que registaram em todo o ano passado, tendo a maioria delas ajustado as soluções de cibersegurança, passando a considerar um “gestor de passwords”.

Bloomberg
Rui Neves ruineves@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 15:07
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Cerca de 27% das start-ups portuguesas admite que sofreu ataques informáticos nos primeiros meses deste ano, tantas quantas as que reportaram este problema em todo o ano de 2019, sendo que o "phishing" foi o mais comum, com 80% a das empresas a registar incidentes deste género, seguindo-se ataques de "brute force", "DDos" e "port scanning", com metade delas a denunciar cada um destes.

 

O ataque por "vírus/malware" também surge na lista, com 30%, tanto em 2019 como em 2020. Há ainda empresas a registar ataques de "credential stuffing", "ransomware", e "ataque persistente avançado".

 

Das que sofreram ciberataques, entre janeiro e o início de junho, 24,3% das start-ups reportou entre um e cinco ataques, e 2,7% entre cinco e 10 ataques informáticos.

 

Estas são algumas das conclusões de um inquérito realizado a 37 empresas do ecossistema de empreendedorismo português, entre 2 e 16 de junho, pela Dashlane, uma aplicação para telemóvel e computador que afiança que "simplifica e protege a identidade digital", gerindo dezenas de milhões de passwords, em diferentes serviços, de "mais de 14 milhões de utilizadores em 180 países", e que conta com escritórios em Lisboa, Paris e Nova Iorque.

 

Quando questionadas sobre que tipo de soluções de cibersegurança utilizam, as startups destacam "firewall" (83%), "backup" (81%) e "cloud" (78%), com cerca de seis em cada 10 destas empresas a incorporarem um "gestor de passwords". 

 

"Com a pandemia da covid-19 e com o ajuste dos processos de trabalho, nomeadamente com o trabalho remoto, a prioridade dedicada às questões de cibersegurança aumentou para 35% das start-ups, sendo que quase três em cada 10 ajustaram as soluções de cibersegurança", avança a empresa, em comunicado.

 

A "autenticação de dois fatores para acesso à rede corporativa" é a solução mais popular, com 80% das respostas, tornando-se ainda relevante o facto de seis em cada 10 das empresas que ajustaram as soluções de cibersegurança terem passado a considerar um "gestor de passwords".

 

Relativamente a orçamentos relacionados com cibersegurança, "e apesar dos efeitos económicos provocados pela covid-19, nenhuma das startups auscultadas está a pensar diminuir o orçamento direcionado a estas questões, pelo menos nos próximos 12 meses", enfatiza a mesma fonte, realçando que "mais de 86% destas empresas vai manter o orçamento previsto e, numa nota ainda mais positiva, mais de 13% irá até considerar um aumento do mesmo".

 

Quando interpeladas acerca de medidas adicionais tomadas no âmbito pessoal em 2020, a preocupação com passwords volta a surgir em grande destaque, com quase 82% dos que tomaram medidas adicionais a passar a utilizar um "gestor de passwords" este ano. Seguem-se a "autenticação de dois fatores" e a "alteração de passwords para passwords mais fortes". 

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