Comércio Startup chinesa de moda pode ser avaliada em 4 mil milhões de dólares

Startup chinesa de moda pode ser avaliada em 4 mil milhões de dólares

A Meilishuo, uma das maiores retalhistas online de moda da China, está a ponderar cotar acções nos EUA, numa operação que pode avaliar a empresa em quatro mil milhões de dólares. A startup tem como parceira de negócio a Tencent, gigante chinesa tecnológica.
Startup chinesa de moda pode ser avaliada em 4 mil milhões de dólares
Reuters
Raquel Murgeira 16 de abril de 2018 às 16:03

A Meilishuo, retalhista online chinesa de moda, está em conversações com bancos de investimento sobre uma possível oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos da América que poderia avaliar a empresa em quatro mil milhões de dólares. Um negócio apoiado pela parceira Tencent, segundo fontes citadas na Bloomberg.

A avaliação da Meilishuo é apenas uma estimativa inicial que pode ser sofrer alterações mediante a evolução do processo.


Em 2016, a retalhista de moda fundiu-se com a sua rival Mogujie, formando uma aliança que alcançou os três mil milhões de dólares em vendas online. E foi precisamente neste valor que a Meilishuo foi avaliada na altura, adianta a Bloomberg. Apesar do domínio de empresas como a Alibaba Group, a startup de comércio online tem prosperado no mercado, de acordo com a agência de informação americana.

A Meilishuo não é a primeira empresa chinesa que pretende vender acções ao público. Também a fabricante de smartphones da marca Xiaomi tenta uma avaliação de 100 mil milhões de dólares através de um IPO nos EUA. No mesmo sentido, a Meituan Dianping, empresa de entrega de comida, igualmente parceira da Tencent, está em negociações para um IPO em Hong Kong que pode avaliar a empresa em 60 mil milhões de dólares, de acordo com a Bloomberg.

"A Tencent quer desenvolver o comércio online através dos seus parceiros, por isso, a Meilishuo pode receber muitos recursos e ajuda" da Tecent, disse Li Yujie, um analista de um instituto de pesquisa em Hong Kong, citado na Bloomberg.

A maioria das gigantes da tecnologia da China escolhe Nova Iorque para se estrear em bolsa, procuram uma base mais ampla de investidores e um perfil mais internacional. Apesar de Pequim encorajar as empresas a disponibilizar também acções nas bolsas chinesas, de acordo com a agência noticiosa.

A retalhista de moda foi fundada em 2009. Antes de se fundir com a sua rival Mogujie, tinha 15.000 mil comerciantes no site e uma aplicação para smartphone descarregada em mais de 100 milhões de vezes.




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