Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Suíços rejeitam iniciativa por multinacionais mais responsáveis

Este texto previa a obrigação de as empresas suíças zelarem pelo respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente nas suas atividades no estrangeiro, dos seus fornecedores e dos seus parceiros de negócios.

2.º Suíça (64,9)
Lusa 29 de Novembro de 2020 às 15:24
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...
A Suíça rejeitou este domingo, em referendo, uma iniciativa que queria impor obrigações legais mais rígidas às empresas, no que se refere ao respeito pelos direitos humanos e padrões ambientais, segundo projeções adiantadas por instituto de sondagens.

De acordo com o instituto de sondagens Gfs.bern, a iniciativa das chamadas "multinacionais responsáveis" foi rejeitada por pelo menos em 14 dos 26 cantões suíços, numa votação prevista como apertada.

Para ser aprovada, o texto deveria ter o apoio da maioria dos eleitores e dos cantões.

Este texto previa a obrigação de as empresas suíças zelarem pelo respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente nas suas atividades no estrangeiro, dos seus fornecedores e dos seus parceiros de negócios.

Também permite forçar as empresas a responder a possíveis falhas nos tribunais na Suíça.

"Estou extremamente dececionada (...), mas é uma iniciativa que tem recebido um apoio incrível (...) e vemos que todo o país fez um debate muito amplo, um debate que é saudável e que levanta a questão dos valores que queremos garantir numa economia globalizada", declarou, ao canal público RTS, a representante dos Verdes suíços Lisa Mazzone, partido que apelou a votar sim na iniciativa apoiada por 130 organizações não-governamentais (ONG).

Tanto o Conselho Federal (Governo) quanto as organizações de defesa empresarial pediram aos eleitores que rejeitassem o texto, por defenderem que poderia prejudicar os interesses económicos suíços.

Os suíços também rejeitaram, numa outra votação, uma iniciativa que visa proibir o seu banco central e fundos de pensão de contribuírem para o financiamento de fabricantes de material de guerra, através dos seus investimentos.
Ver comentários
Outras Notícias