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Sumolis recorre ao mercado para pagar compra da Compal

A Sumolis - Companhia Industrial de Frutas e Bebidas, que hoje é detida em cerca de 84% pela Refrigor SGPS e a família Pires Eusébio (que detém a SGPS), deverá, ainda este ano, emitir novas acções na praça portuguesa, equivalentes a 30 milhões de euros.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 13 de Março de 2008 às 09:42
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A Sumolis - Companhia Industrial de Frutas e Bebidas, que hoje é detida em cerca de 84% pela Refrigor SGPS e a família Pires Eusébio (que detém a SGPS), deverá, ainda este ano, emitir novas acções na praça portuguesa, equivalentes a 30 milhões de euros.

A operação, que a administração da Sumolis acredita que possa demorar três meses e em que é aconselhada pelo BESI, faz parte do negócio formalizado na segunda-feira passada entre o grupo de bebidas e a Caixa Geral de Depósitos sobre o capital da Compal.

Assim, e ao contrário do que o Jornal de Negócios publicou ontem, os 50 milhões de euros que a Sumolis vai pagar à CGD pela compra de 38,1% da Compal não serão acrescidos de um encargo adicional de 30 milhões de euros para aumento de capital.

A informação que a Sumolis deu ao mercado na segunda-feira e que foi ontem esclarecida é que dos 50 milhões, uma fatia de 30 milhões de euros serão financiados, isso sim, por um aumento de capital com recurso ao mercado.

Os restantes 20 milhões de euros do custo a suportar pela Sumolis para reforçar na Compal serão resultado da venda de imóveis, processo de alienação que está já a ser desenvolvido pela empresa.

A Sumolis, que hoje tem um "free float" de cerca de 14%, conforme disse ontem António Sérgio Eusébio, presidente da sociedade, irá assim, logo que a Autoridade da Concorrência (AdC) aprove o negócio e o mesmo se inicie, emitir novas acções no valor de 30 milhões de euros.

No limite, Refrigor fica com 51%

Com a diluição do capital por novas acções em bolsa, explicou ontem António Sérgio Eusébio e António Casanova, administrador da Sumolis, no limite, a distribuição do capital da Sumolis poderá ficar em 51% pela Refrigor, em 20,6% pela CGD e cerca de 28% em "free float´".

Mas para que isso aconteça, a Refrigor terá de não subscrever nenhuma das novas acções que irá emitir no âmbito do aumento de capital; a CGD terá de aumentar o capital da Sumolis, em espécie, por troca de 41,9% da Compal; e a Refrigor terá de não exercer a opção de compra que acordou com a CGD, por 3,5 anos, sobre os mesmos 41,9% do capital da Sumolis.

A participação de 51% é assim "o limite mínimo" que a Refrigor equaciona ter na Sumolis, explicou ontem António Sérgio Eusébio.

A manutenção mínima da posição de controlo da família Pires Eusébio (directa e via Refrigor) evita ainda que o negócio tenha o envolvimento da Pepsico. A segunda maior fabricante de refrigerantes do mundo tem um acordo de distribuição com a Sumolis, renovado aliás no início deste ano por mais cinco exercícios.

E, por isso, ainda no final de 2006 a Sumolis repetia no relatório e contas anual que por via dos contratos de engarrafamento estabelecidos entre portuguesa e as norte-americanas, a "Pepsico e a Seven Up International" têm "um direito de preferência" sobre as acções da Sumolis detidas pela Refrigor, mas só em caso de "perda de controlo da Sumolis pela Refrigor SGPS". O que para já não acontece.

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