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Supervisor diz que não exigiu ao BES "aumento de capital em 48 horas"

O Banco de Portugal deu dois dias ao BES para apresentar “um plano de reforço de capital calendarizado” e com “compromissos firmes de subscrição”, garante a instituição. A entidade liderada por Carlos Costa refuta assim as críticas de Ricardo Salgado. O ex-líder do BES disse que o BdP “deu dois dias ao BES para se capitalizar”, como “forma de se desresponsabilizar” da situação do banco.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 21:02
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O pedido que o Banco de Portugal fez ao BES, a 29 de Julho, para apresentar um plano de capitalização até ao final do dia 31, "não implicava a concretização de um aumento de capital em 48 horas", garante a entidade de supervisão em carta enviada à comissão parlamentar de inquérito ao BES e ao GES, para esclarecer críticas feitas naquele fórum por Ricardo Salgado.

 

A supervisor diz que "determinou ao BES a apresentação de um plano de reforço de capital devidamente calendarizado e suportado em compromissos firmes de participação na sua subscrição". A preocupação do BdP era garantir a "credibilidade" da capitalização futura, "que fosse compatível com a manutenção do estatuto de contraparte junto do Eurosistema". Ou seja, que permitisse que o BES continuasse a financiar-se junto do Banco Central Europeu.

 

Na terça-feira, no Parlamento, o antigo presidente do banco tinha dito que, após a divulgação de 3.600 milhões de euros de prejuízos semestrais, o supervisor "dá dois dias para o BES se capitalizar. Essa carta é uma forma de o BdP se desresponsabilizar. Como não foi possível fazer a capitalização, fez-se a resolução. Isto estava tudo encaminhado", criticou Salgado.

 

Quanto ao aumento de capital de 1.045 milhões realizado pelo BES entre o final de Maio e o início de Junho, ainda sob a gestão do último líder da família Espírito Santo, o BdP diz que foi opção do Espírito Santo Financial Group, antigo maior accionista do banco, fazer uma emissão de acções em detrimento de outras medidas de reforço da solidez.

 

"O BdP não exigiu um aumento de capital, mas sim um reforço dos rácios de capital", sublinha a entidade liderada por Carlos Costa.

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