Telecomunicações T-Mobile chega a acordo para comprar a Sprint por 26 mil milhões de dólares

T-Mobile chega a acordo para comprar a Sprint por 26 mil milhões de dólares

Esta é a terceira tentativa para a união entre as duas operadoras de telecomunicações nos EUA que vai aumentar a concorrência às líderes: Verizon e AT&T.
T-Mobile chega a acordo para comprar a Sprint por 26 mil milhões de dólares
Bloomberg
Nuno Carregueiro 29 de abril de 2018 às 18:32

Depois de duas tentativas falhadas, deverá ser só à terceira que se concretizará um mega-negócio no sector das telecomunicações nos Estados Unidos.

 

A T-Mobile chegou a acordo para comprar a rival Sprint, num negócio de 26 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) que vai unir a terceira e a quarta maior empresa de telecomunicações móveis do país. A fusão esteve perto de acontecer em 2014 (na altura foi chumbada pela administração Obama) e em Novembro do ano passado, quando as negociações foram canceladas por falta de entendimento entre os maiores accionistas.

 

Agora há nova tentativa, embora não seja certo que a operação chegue ao fim, uma vez que poderão existir entraves dos reguladores.  

 

A T-Mobile oferece 6,62 dólares por cada título da Sprint (9,75 acções da Sprint dão direito a uma acção da T-Mobile), sendo que a contrapartida é apenas em acções. Se for concluída com sucesso, a Deutsche Telekom passará a deter 42% da nova empresa e a controlar o conselho de administração, elegendo nove dos 14 administradores.  

 

Depois de vários anos de negociações, esta fusão avança depois da Deutsche Telekom ter chegado a acordo com a japonesa SoftBank, que controla a Sprint e aceitou deixar o controlo da nova empresa à operadora alemã.

 

A nova companhia terá um valor de mercado de 80 mil milhões de dólares e cerca de 127 milhões de clientes, ganhando assim músculo para aumentar a concorrência à Verizon, que é a maior operadora móvel do país, e também à AT&T, que está em segundo lugar.

 

Depois do falhanço em Novembro para a fusão entre as duas empresas, a Sprint perdeu cerca de 20% do seu valor em bolsa, sobretudo devido aos receios dos investidores sobre a capacidade da empresa sobreviver sozinha devido ao elevado valor da dívida: 32 mil milhões de dólares.

 

A evolução negativa das finanças da operadora levou a Sprint a contratar Michel Combes, antigo CEO da Altice, para o cargo de administrador financeiro.




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