Obrigações TAP aumenta oferta de obrigações para 200 milhões de euros

TAP aumenta oferta de obrigações para 200 milhões de euros

A companhia aérea decidiu elevar em quatro vezes o valor da oferta de obrigações. Pretende agora emitir 200 milhões de euros.
TAP aumenta oferta de obrigações para 200 milhões de euros
Nuno Carregueiro 14 de junho de 2019 às 17:15

A TAP decidiu elevar o valor da oferta pública de subscrição de obrigações de 50 milhões de euros para 200 milhões de euros, um sinal de que estará a receber uma forte procura por parte dos investidores de retalho.

Em vez de 50 mil títulos, a companhia aérea vai emitir 200 mil obrigações no retalho, refere uma adenda ao prospeto da emissão que foi publicado na CMVM.

Assim, a TAP atualizou também o valor líquido que pretende captar com esta operação, que ascende a 194,8 milhões de euros. Aos bancos responsáveis pela colocação dos títulos a TAP pagará um máximo de 4,74 milhões de euros. Os custos com consultores, auditores e publicidade são de 330 mil euros e os custos com a CMVM, a Interbolsa e a Euronext são estimados em 98.700 euros. 

 

Esta oferta destinada aos investidores de retalho arrancou a 3 de junho, sendo que terá sido a procura elevada manifestada pelos investidores nestes dias que levou a companhia aérea a elevar em quatro vezes o montante que pretende colocar.

O período de subscrição desta que é a primeira emissão da TAP no retalho termina a 18 de junho e as obrigações serão admitidas na bolsa portuguesa a 24 de junho.  

As obrigações, com um prazo de quatro anos, pagam uma taxa de juro bruta de 4,375%, sendo que no prospeto a TAP calcula que a taxa de rendibilidade ilíquida de impostos é de 4,42232% (pressupõe a capitalização dos juros recebidos) e a taxa líquida de impostos é de 3,17453%. 

Cada título a emitir tem um preço de mil euros e paga juros semestrais ao longo dos quatro anos da emissão. As datas de pagamento estão previstas para 24 de junho e 24 de dezembro de cada ano, "exceto o último pagamento de juros, que está previsto ocorrer na data de reembolso das Obrigações TAP 2019-2023, ou seja, em 23 de junho de 2023".

O Haitong Bank é o banco organizador e coordenador global da emissão. O ActivoBank, o Banco Best, o Banco L.J. Carregosa, o Banco Montepio, o Bankinter, o CaixaBI, a CCCAM, a CGD, o Haitong Bank, o Millennium bcp e o Novo Banco atuam como bancos colocadores.

A oferta da TAP chega ao mercado após um período de ausência de emissões de dívida para o retalho. À exceção das SAD dos clubes de futebol – o Benfica foi o último a emitir dívida, com uma taxa de 3,75% a três anos – e da Mota-Engil, que colocou 110 milhões de euros em títulos a quatro anos, em novembro de 2018, há vários anos que as empresas não procuravam esta via de financiamento nos mercados.

 

Já depois da emissão da TAP ter chegado ao mercado, a SIC anunciou uma emissão de 30 milhões de euros cujo período de subscrição arranca na próxima semana.




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