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TAP diz não compreender suspensão de voos por parte da Venezuela

A transportadora aérea disse ao Negócios não compreender as razões da suspensão dos voos para a Venezuela, por parte do Governo do país. Adiantou que "se trata de uma medida gravosa" e que não houve "hipótese de contraditório" por parte da TAP.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2020 às 19:08
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A TAP - Transportadora Aérea Portuguesa disse ao Negócios não compreender as razões da suspensão dos voos para a Venezuela, anunciada pelo Governo do país nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro.

"A TAP não compreende as razões desta suspensão da operação para a Venezuela por 90 dias, uma vez que cumpre todos os requisitos legais e de segurança exigidos pelas autoridades de ambos os países", disse a companhia aérea, em resposta enviada ao Negócios. 

A empresa acrescentou que "se trata de uma medida gravosa que prejudica os nosso passageiros, não tendo a companhia sequer tido hipótese de contraditório". 

Hoje, o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, anunciou que os voos da TAP para o país iriam ficar suspensos por um período de 90 dias, na sequência do voo de regresso de Juan Guaidó para Caracas, na semana passada, no qual o seu tio foi detido por alegadamente ter viajado com explosivos. 

Na sequência da detenção, o Governo de Caracas acusou a TAP de ter violado os "padrões internacionais" por ter permitido o transporte de material explosivo num dos seus voos. Para além disso, o governo da Venezuela acusou ainda a transportadora portuguesa de ter ocultado o nome de Juan Guaidó no voo de regresso a Caracas.

O autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, aterrou na capital venezuelana depois de uma viagem por vários países em todo o mundo e de se ter encontrado com várias entidades governamentais, como por exemplo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Guaidó viajou também por países como Reino Unido, Suíça, Espanha, Canadá e França. À chegada ao aeroporto as autoridades do país prenderam Juan José Márquez, o seu tio, por alegadamente possuir material explosivo e coletes à prova de bala. 


(Notícia atualizada às 19:20)
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