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TAP continua a querer até 20% da Varig

A TAP mantém o plano de entrar no capital da Varig, de até 20% do capital, esperando formar um bloco de controlo com outros accionistas. A proposta que será apresentada, nestes dias, à administração da transportadora brasileira implica a eliminação da dív

Bárbara Leite 08 de Setembro de 2005 às 17:32
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A TAP mantém o plano de entrar no capital da Varig, de até 20% do capital, esperando formar um bloco de controlo com outros accionistas. A proposta que será apresentada, nestes dias, à administração da transportadora brasileira implica a eliminação da dívida e aquisição de toda a frota da companhia, disse Fernando Pinto, presidente executivo da TAP em entrevista ao «Jornal da TAP».

Numa entrevista que serve para esclarecer as dúvidas do mercado quanto ao posicionamento da TAP no «dossier» da Varig, que passa por um processo de recuperação judicial, para evitar o arresto de 11 aeronaves, exigidas pelas empresas de «leasing» devido à falta de pagamento de dívidas.

Pinto destaca que a empresa portuguesa nunca deixou de apostar na reestruturação da Varig. Contratou a JP Morgan que está a elaborar o plano de reestruturação, «para desenvolver o plano contido na proposta da TAP». Está a avaliar a empresa, o mercado de acções e a capacidade para absorver as acções em Bolsa.

O presidente executivo da TAP explica que a proposta da empresa portuguesa passa «pela eliminação da dívida da Varig e pela aquisição de toda a sua actual frota». Depois, segundo o executivo, «haverá um aumento de capital e a dispersão de acções no mercado brasileiro e, eventualmente no mercado norte-americano».

Com estas declarações, Pinto esclarece que a proposta inicial da TAP manter-se-á a mesma (aquela aceite pela administração da Varig), apesar da empresa brasileira estar noutra fase do seu processo.

Neste sentido, a TAP admite que o objectivo da empresa portuguesa é de entrar no capital da Varig.

«A entrada será feita pela TAP ou por uma entidade oficial portuguesa. O certo é que haverá um investimento de Portugal na Varig, até aos 20% do capital permitidos pela lei brasileira», realçou Pinto ao jornal da empresa.

No entanto, Pinto ainda não sabe qual o montante de investimento necessário para adquirir os 20%. Só depois das avaliações. A TAP acredita que possa formar um bloco de controlo da Varig com outros parceiros.

Esta proposta será explicada à Varig nestes dias. A administração da empresa brasileira terá que apresentar até 12 de Setembro (próxima segunda-feira), o plano de reestruturação da companhia.

Além da sua proposta interna, a Varig recebeu propostas, ainda informais, de compra por parte de um consórcio europeu (que integra investidores portugueses) e do empresário brasileiro Nelson Tanure.

A proposta da TAP não inclui a venda de activos da Varig. Para Pinto, «reduzir a actividade não é a melhor alternativa» para a transportadora aérea brasileira que passa por uma grave crise financeira.

*Correspondente em São Paulo

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