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TAP regista prejuízos de 65 milhões de euros no semestre; mantém metas para 2002 (act2)

A TAP registou prejuízos de 65 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais que os 37,6 milhões de euros orçamentados pela empresa. A TAP mantém o objectivo de terminar este ano com um resultado líquido negativo de 5 milhões de euros.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Agosto de 2002 às 17:42
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(acrescenta com mais informação avançada em conferência de imprensa)

A TAP registou prejuízos de 65 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, mais que os 37,6 milhões de euros orçamentados pela empresa, mas menos que os 77 milhões de euros verificados no mesmo período do ano passado.

A TAP registou receitas operacionais de 555,7 milhões de euros, no primeiro semestre, menos 13 milhões de euros face a igual semestre do ano anterior. Os resultados operacionais foram negativos em 32,8 milhões de euros, valor que compara com os 29,8 milhões de euros no período homólogo.

A empresa explica a descida dos prejuízos do primeiro semestre com uma redução dos custos operacionais em cerca de 10 milhões de euros e, com um crescimento das receitas das passagens em 20 milhões de euros.

A empresa reduziu custos em «mais 43 milhões de euros do que o planeado», afirmou Fernando Pinto.

A empresa justificou o distanciamento dos resultados face ao orçamentado, pela quebra das receitas de manutenção e do «handling».

O presidente da TAP lembrou que no primeiro semestre, «tivemos a influência do após 11 de Setembro e todos os problemas económicos associados da mudança de Governo, o que levou as pessoas a viajarem menos», acrescentando que «foi um primeiro semestre muito difícil».

TAP aposta em novos contratos de manutenção de aviões para aumentar receitas

Na área de «handling» para terceiros, a TAP registou receitas menores em 4 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2001 e, na manutenção para terceiros, a quebra da receitas atingiu os 20 milhões de euros.

A transportadora aérea nacional aposta na celebração de contratos com outras companhias para efectuar revisões nos motores dos respectivos aviões para auxiliar a recuperar os resultados no segundo semestre de 2002.

«Temos vários contratos (para revisão de motores) em andamento», acrescentou Fernando Pinto.

Para o segundo semestre, Fernando Pinto acredita que haverá uma recuperação das receitas destas duas áreas, sendo que em Agosto «na área do handling já tivemos o mesmo nível do registado o ano passado».

Os resultados em Agosto «estão acima das estimativas», acrescentou Fernando Pinto.

O número de passageiros subiu 4,7% no primeiro semestre de 2002, sendo que a TAP admitiu uma redução das tarifas para acompanhar a tendência das congéneres.

A TAP anunciou que entre Julho de 2002 e Julho de 2001, diminuiu o endividamento da empresa em 140 milhões de euros, com a dívida a totalizar agora um total de 845 milhões de euros.

Em termos de tesouraria, a TAP garante que «estamos dentro do orçamentado» do ano que atinge os 40 milhões de euros, contra os 80 milhões de euros registados em 2001, segundo revelou Michael Conolly, administrador financeiro da TAP.

Venda da Air Macau e pendência judicial no Brasil podem ajudar ao alcance de metas em 2002

A TAP mantém a previsão de ficar perto do «break even» no final do ano, apesar do prejuízo registado no primeiro semestre ser distante do orçamentado, disse Fernando Pinto, administrador-delegado da TAP, em conferência de imprensa.

A TAP estima fechar o exercício de 2002 com prejuízos de 5 milhões de euros, valor que compara com os 43 milhões de euros registados em 2001.

«Estando mantendo as metas» disse Fernando Pinto, sublinhando que «o desafio é maior para atingir essas metas».

Segundo adiantou Michael Conolly, ao Negocios.pt, «estamos sempre procurando formas para compensar a diferença, mas está difícil».

«Queremos mais passageiros, mais gente escolhendo a rota de Lisboa, mais manutenção de motores e continuar a reduzir custos», referiu o mesmo responsável.

A repercussão nas contas de resultados extraordinários ajudaria a TAP a alcançar o objectivo de situar-se perto do «break even» no final do ano, confirmou Michael Conolly ao Negocios.pt. Nessa perspectiva, a venda de 20% na Air Macau, detida pela participada da TAP, poderá impulsionar os resultados no segundo semestre deste ano.

«Essa venda pode ajudar», referiu Conolly, escusando-se a adiantar avaliação dessa participação.

Fernando Pinto revelou ao Negocios.pt «sempre vai ter uma mais-valia» nesta eventual venda da Air Macau.

O pagamento da indemnização do Governo brasileiro à TAP no total de cerca de 18 milhões de euros, também ajudaria a empresa a atingir os objectivos previstos.

«Se tivermos sucesso (em tribunal) vai ter um impacto positivo (nas contas)», sublinhou Conolly.

O processo de privatização «vai ser retomado em Setembro próximo», reiterou Fernando Pinto.

Por Bárbara Leite

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