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Tavares Moreira já não acredita na "nacionalização chavista" da Cosec

Tavares Moreira diz que a compra da Cosec pelo Estado seria uma nacionalização do tipo chavista , que poderia levantar retaliações do lado dos accionistas alemães. O ex-governador do Banco de Portugal considera, no entanto, que dado o silêncio dos últimos dias, o processo pode já estar na gaveta.

Negócios negocios@negocios.pt 29 de Maio de 2009 às 13:27
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Num texto publicado no blogue Quarta República, onde escrevem regularmente várias personalidades ligadas ao PSD, Tavares Moreira diz que “parece ter-se entrado numa fase de silêncio sobre essa aventura”, a da compra da Cosec pelo Estado.

Recorde-se que o primeiro-ministro anunciou há cerca de um mês a compra pelo Estado da empresa de seguros de crédito Cosec. Sócrates afirmou então que o “Estado quer ter intervenção directa no mercado de seguros à exportação” e de que tinha a garantia que os accionistas privados iriam vender.

Os accionistas são o BPI (50%) e os alemães da Euler Hermes (50%), que no entanto já vieram dizer não estarem disponíveis para a venda, o que lançou polémica.

Agora, é Tavares Moreira que, fala de uma “nacionalização forçada” junto do accionista alemão, que “conhece o negócio do seguro de crédito como muito poucos”. “Alguém vai acreditar que o Governo pode impor a esse accionista as condições que entender?”, questiona o social-democrata.

“E a retaliação do lado da Alemanha, já se pensou nisso? Será esta a melhor altura para desencadear um conflito de nacionalizações de tipo “chavista” com a Alemanha? Estará Portugal nas melhores condições para se meter num sarilho desse tipo?”, pergunta.

Tavares Moreira conclui que o “silêncio que agora se abateu sobre este dossier”, incluindo do presidentes da AICEP, indica que “o dossier Cosec, na sua versão “chavista”, terá finalmente entrado na fase da gaveta…”.

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