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Taxa máxima dos cartões de crédito cai para 22,1% no segundo trimestre

Praticamente todas as taxas máximas no crédito ao consumo vão baixar no próximo trimestre. Mas a descida mais expressiva regista-se nos juros associados aos cartões de crédito que são também referência para as ultrapassagens de crédito.

Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Moutinho 11 de Março de 2014 às 13:52
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O Banco de Portugal divulgou esta terça-feira as taxas máximas que podem ser aplicadas nos diferentes segmentos de crédito ao consumo. Os limites caíram em praticamente todas as finalidades, com o dos juros dos cartões de crédito a ceder um ponto percentual para pouco mais de 22%.

 

De acordo com a informação publicada no “site” do regulador, a taxa máxima aplicada aos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto continua a ser a mais elevada neste tipo de créditos. Será, no segundo trimestre, de 22,1%, abaixo dos 23,1% actuais.

 

Esta taxa, que é também aquela que serve de referência para situações de ultrapassagens de crédito, chegou a ser de mais de 37%. Subiu de tal forma que levou o Governo a alterar a fórmula de cálculo da taxa máxima, em meados do ano passado, definindo ainda um tecto de 27,5%.

 

Nos contratos de crédito pessoal cuja finalidade é a educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos, a taxa máxima manteve-se em 5,7%, sendo esta a mais baixa entre os diferentes tipo de crédito ao consumo. No caso dos outros créditos pessoais (sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades), o juro desce de 17,2% para 16,5%.

 

Financiamento automóvel mais barato

 

Também nos créditos para a compra de automóvel se vai assistir a uma descida das taxas praticadas. De acordo com o Banco de Portugal, a taxa do crédito com reserva de propriedade para veículos novos não poderá superar os 11,1% (contra 11,2% actuais), já o juro máximo na locação financeira ou ALD para automóveis novos recua de 8% para 7,8%.

 

Considerando os veículos usados, no caso do crédito a taxa máxima baixa de 15,3% para 14,9%, enquanto no caso da locação financeira ou ALD vai registar-se no segundo trimestre deste ano uma redução ligeira de 9,1% para os 9%.

 

 

 

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