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Tecnologia coloca a cabeça a prémios

A TecParques quer promover o que de mais inovador se faz nos parques tecnológicos portugueses. Saiba por que a Edubox, Tecmic e Timwe levaram o óscar de Melhor Empresa Startup, Nacional e Internacional para casa.

Ana Pimentel 28 de Fevereiro de 2013 às 11:57
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João Barata | Tecmic foi considerada a "melhor empresa nacional" na gala anual do empreendedorismo.

 


No primeiro ano de actividade, a Edubox cresceu 300%. Como? Apostou num modelo de gestão adequado à realidade do país e produziu a uma escala global. O que é que isto significa? Que o "software" para a educação criado pela empresa está preparado para ser vendido em qualquer ponto do mundo.


A estratégia fez com que o investimento inicial de 62,5 mil euros se transformasse em 1,9 milhões de euros de facturação dois anos depois. Ao fim de 24 meses de vida, a empresa incubada no Parque de Ciência e Inovação de Aveiro foi eleita a "Melhor Empresa Startup" de 2012, na segunda edição da Gala Anual do Empreendedorismo.


"Foi uma grande satisfação sermos reconhecidos pelo nosso trabalho e pelas metas que conseguimos atingir", revela Amaral Carvalho, líder executivo da organização de base tecnológica. A ligação com a Universidade de Aveiro tem sido uma prioridade, até porque a génese da "startup" está no Projecto Matemática Ensino, da mesma instituição. Em 2010, deu-se a cisão.


Crises e sustentabilidade
A Tecmic, que produz sistemas de informação electrónica há 25 anos, foi considerada a "Melhor Empresa Nacional" e a Timwe, especializada em soluções e serviços móveis, levou para casa o prémio de "Melhor Empresa Internacional".


João Barata, presidente executivo da Tecmic, conta que a actual não é a primeira crise que a empresa tem de enfrentar. Passou a de 2001, bem como as dificuldades dos anos 90. "Acaba por ser uma vantagem termos vivido aqueles momentos. Quando investimos, preocupamo-nos com a sustentabilidade da empresa além do imediato, e tentamos prever o que acontece se a estratégia não correr bem", explica.


Para Diogo Salvi, líder executivo da Timwe, o prémio é o reconhecimento do percurso da organização, desde a sua origem. "Um percurso pautado pelo crescimento acelerado, pela aposta na inovação e implementação do negócio em países emergentes", revela. A globalização e a diversificação têm sido, aliás, as coordenadas da trajectória da empresa, que, em 2011, facturou 281 milhões de euros.


Trazer valor à economia
Premiar a inovação que se desenvolve nos parques de ciência e tecnologia é um dos objectivos da gala, que se realizou pela segunda vez no final de 2012.


Promovida pela TecParques - Associação Portuguesa de Parques da Ciência e Tecnologia e pelo Taguspark, a iniciativa visa distinguir as empresas que desenvolvem competências e se empenham na criação de emprego qualificado, contribuindo para uma maior exportação e para o crescimento da economia.


As organizações que pretendam concorrer devem atingir um nível de inovação mínimo, comercializar produtos que incorporem valor acrescentado e que impulsionem a participação de Portugal numa economia globalizada, de acordo com o que António Tavares, presidente da TecParques, explicou ao Negócios.


"Os contributos para uma vitória assentam na capacidade de perceber que o paradigma da economia mundial está a mudar e nós temos que acompanhar este movimento como fizemos no passado com os Descobrimentos", adianta. As concorrentes que chegam à fase final são aquelas que apostam na inovação, criação de emprego qualificado, ligação às universidades e ao desenvolvimento regional.


"Estou convicto de que a crise só se vence com o crescimento da economia e, para que isso aconteça, temos de ter empresas com dimensão e preparadas para enfrentar os mercados globais", salienta. Tavares acredita que a nova geração empresarial compreende esta dimensão e que todas as áreas de negócio, da saúde à agricultura, podem inovar com sucesso.

 

"Aliar o sucesso ao saber é fundamental para que a economia portuguesa possa crescer e criar valor acrescentado." Para o presidente, o "marketing", as patentes e a propriedade intelectual contribuem para esse valor, assim como conquistar novos mercados através do "design", caso do calçado.


"Num mundo virtual, os negócios não têm hora", diz António Tavares. Na sua opinião, Portugal está no bom caminho. "Estamos a fazer o trabalho de casa e não podemos desiludir aqueles que acreditam na inovação como o caminho para o sucesso", conclui.

 

 
Quem pode concorrer
1.Empresas que estejam integradas num dos parques tecnológicos associados ao TecParques - Associação Portuguesa de Parques de Tecnologia. Exemplos: Azores Parque, Algarve STP, BiocantPark, Lispolis, Madan Parque, Madeira Tecnopolo, Parkurbis, PortusPark, PTM/A, Taguspark, TagusValley, Tecmaiae Tecnopolo Coimbra.

2. Organizações que tenham patentes de propriedade intelectual registadas.

3. Empresas cujo nível de inovação seja, no mínimo, três (numa escala de 0 a 5). O nível de inovação tem por base a comparação mundial entre empresas do mesmo sector. Se a empresa candidata tiver concorrentes a nível global a produzirem o mesmo produto, o seu nível desce. Quanto mais exclusivos forem os seus produtos, mais sobe na escala.

4. Nas "startups", são valorizadas aquelas cujos empreendedores tenham um perfil jovem, estejam situadas em regiões menos desenvolvidas ou do interior e criem postos de trabalho.

5. Empresas que comercializem produtos ou serviços que tragam valor acrescentado à economia portuguesa.

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