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Teixeira dos Santos diz reservas nas contas da empresas «sem gravidade»

Num estudo elaborado pela CMVM junto de 102 empresas nacionais, 34 apresentaram reservas nas contas de 2001, «mas não há quaisquer opiniões adversas dos auditores», pelo que não constituem «gravidade», disse Teixeira dos Santos, presidente da CMVM.

Negócios negocios@negocios.pt 04 de Julho de 2002 às 14:21
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Num estudo elaborado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) junto de 102 empresas nacionais, 34 apresentaram reservas nas contas de 2001 (ver tabela em baixo), «mas não há quaisquer opiniões adversas dos auditores», pelo que não constituem «gravidade», disse Teixeira dos Santos, presidente da CMVM.

«Pela análise que nós fizemos, não há qualquer detenção de qualquer alarme ou gravidade que possam ser considerados preocupantes em termos de veracidade», adiantou Teixeira dos Santos.

Do universo das empresas cotadas às quais foram identificadas reservas nas contas relativas ao exercício de 2001, «seis delas apenas apresentaram reservas nas contas individuais (...) justificadas pela não aplicação do método de equivalência patrimonial», avançou o mesmo responsável.

Esta divulgação pública das reservas «é uma forma de reforço da transparência do mercado», segundo Teixeira dos Santos.

No entanto, a existência de reservas às contas «deve ainda merecer de todos nós uma grande atenção e vigilância», referiu Teixeira dos Santos, lembrando a polémica da falência da Enron cujos auditores esconderam a situação da empresa ao mercado.

A insuficiência de constituição de provisões foi outras das razões para a apresentação de reservas dos auditores responsáveis representando 17% das reservas apresentadas nas contas consolidadas das empresas.

A CMVM está a desenvolver «uma análise semelhante às contas dos fundos de Investimento», referiu.

«Estas reservas são perfeitamente localizadas, são questões pontuais e de âmbito limitado», avançou Teixeira dos Santos tendo acrescentado que daí «não podemos afirmar que a situação da informação financeira (das empresas nacionais) está significativamente desvirtuada».

No entanto, o mesmo responsável referiu que se os auditores quiserem enganar será difícil detectar.

A CMVM, ao contrário de outros reguladores, tem direito de fiscalizar o trabalho dos auditores, não o tendo efectuado em todas as contas analisadas.

«Nós temos esses poderes de fiscalizar o trabalho dos auditores», disse em conferência de imprensa.

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Empresas com reservas nas contas 2001
BA- Barbosa & Almeida
Celulose do Caima
CIN
Compta
Cofina
Ibersol
Grão Pará
Inapa
Jerónimo MArtins
Modelo Continente
Mota Engil
Papelaria Fernandes
ParaRede
Portugal Telecom
Reditus
Salvador Caetano
Orey Antunes
Soares da Costa
Sonae SGPS
Sonae Indústria
SonaeCom
Sumolis
Tertir
Lithos Formas
Amieiros Verdes
Gestnave
Jerónimo mArtins Retalho
Parque Expo
Recheio
Sonae Imobiliária
Adubos de Portugal
F Ramada
Mota & Companhia
UIF

Empresas que apresentaram reservas nas contas consolidadas ou/e individuais em 2001

Fonte: CMVM

Por Bárbara Leite

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