Empresas Telecom Itália confirma saída do CEO

Telecom Itália confirma saída do CEO

Marco Patuano será substituído interinamente pelo presidente Giuseppe Recchi. O executivo, cuja resignação deverá ser oficializada esta semana, procura uma compensação de 7 milhões de euros, adiantam fontes próximas.
Telecom Itália confirma saída do CEO
Bloomberg
Inês F. Alves 21 de março de 2016 às 12:05

A Telecom Itália (TIM) confirmou esta segunda-feira, 21 de Março, que está a negociar a saída do seu presidente-executivo (CEO) Marco Patuano. Em causa estão divergências entre o gestor e a administração sobre a estratégia da operadora.

A "Telecom Itália anuncia que estão a decorrer negociações com o CEO com o objectivo de definir um acordo – a ser submetido aos órgãos revelantes da empresa – sobre a suspensão consensual das funções que o CEO detém dentro do grupo", pode ler-se na breve nota divulgada pela operadora.

Segundo o Financial Times, a saída de Patuano surge na sequência de divergências com a Vivendi - que detém quase 25% da empresa - sobre a estratégia da operadora italiana. 

Detalha o The Wall Street Journal, citando fontes familiarizadas com o processo, que a decisão acontece após a nomeação de quatro directores da francesa Vivendi, em Dezembro, e cujo desejo é que a operadora seja mais agressiva na redução de custos.

Enquanto não é nomeado um novo CEO, o presidente Giuseppe Recchi assumirá provisoriamente o cargo, escreve o jornal, acrescentando que a resignação oficial de Patuano, que trabalha na operadora há duas décadas, deverá ser formalizada ainda esta semana.

O Financial Times adianta que, segundo uma fonte próxima de Patuano, o CEO pretende uma compensação de sete milhões de euros para oficializar a saída.

Flavio Cattaneo, ex-líder da italiana RAI e actual CEO do grupo ferroviário Italo, é um dos nomes avançados para suceder a Patuano. Entretanto, Arnaud de Puyfontaine, CEO da Vivendi, tem vindo a abordar potenciais sucessores da última semana, adianta o jornal.

A TIM terminou o ano de 2015 com uma queda de 8,6% do total dos proveitos para 19,7 mil milhões de euros, de acordo com os dados preliminares divulgados a 16 de Fevereiro.

Dias depois de apresentar resultados, a operadora informou o fundo russo LetterOne que não tinha intenções de aprofundar as negociações com a Oi - da qual a Pharol é accionista - para avançar com uma fusão dos activos.

As acções da operadora estão a somar 3,56% para 1,046 euros na sessão desta segunda-feira.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI