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Telecomunicações ibéricas posicionadas para remunerar accionistas em 2004

O sector das telecomunicações está agora bem posicionado para proporcionar um importante retorno aos accionistas em 2004. A Sonaecom e a Telefónica são as escolhas preferidas da Espírito Santo Research, mas o banco atribui recomendação de «compra» também

Bárbara Leite 30 de Dezembro de 2003 às 19:25
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O sector das telecomunicações está agora bem posicionado para proporcionar um importante retorno aos accionistas em 2004. A Sonaecom e a Telefónica são as escolhas preferidas da Espírito Santo Research, mas o banco atribui recomendação de «compra» também para a PT.

Num estudo elaborado sobre as principais operadoras de telecomunicações cotadas na Península Ibérica, a ESR acredita que «depois de três anos a sofrer com os dispendiosos negócios de Internet ou aquisições na rede móvel, bem como o desafio do UMTS, o sector está agora posicionado para proporcionar um importante retorno aos accionistas».

Para já, a maioria das operadoras de telecomunicações começaram a pagar dividendos, um ciclo que deve continuar em 2004, e algumas empresas estão mesmo comprometidas em iniciar os programas de recompra de acções, lembra a ESR.

A retoma económica esperada para 2004 e o reforço da procura da banda larga, vão relançar as operações no negócio de telecomunicações fixas.

No móvel, a ESR estima um aumento das receitas médias mensais por cliente, com a oferta de novos serviços de maior valor acrescentado.

Também as operações na América Latina devem beneficiar as operadoras, como a Portugal Telecom e a Telefónica que têm investimentos no Brasil.

Para 2004, a Espírito Santo escolhe a Telefónica e a Sonaecom como favoritas para direccionar os investimentos em bolsa nas telecoms.

A operadora espanhola deverá apresentar crescimentos acima da média em 2004, com o reforço das operações de Internet de banda larga (ADSL) e a aposta no retorno para os accionistas.

A corretora aposta na Sonaecom, à semelhança do que tinha destacado aquando da divulgação das seis preferidas para 2004, por acreditar no crescimento dos resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) da empresa e nos movimentos de concentração com a rival ONI.

Os principais accionistas das duas operadoras nacionais tiveram já conversas e apresentaram propostas para uma futura fusão dos negócios, mas não foram mais adiante.

A concentração das operações fixas da Sonaecom que, detém 56% do capital da Novis e, da ONI, detida em 56% pela Electricidade de Portugal (EDP), «melhoraria significativamente as suas situações financeiras», justificam os analistas.

A Sonaecom, vai ser vendida, acredita a ESR, sem ter em conta o interesse da PT e da Vodafone.

Brasil, Euro2004, recompra de acções e banda larga sustentam PT em 2004

A PT, tal como a Telefónica, vai beneficiar, em 2004, da recuperação económica no Brasil e da estabilidade do real, destaca o estudo.

A Vivo demonstra já, reforços no retorno e aumento das margens em quase todas as regiões. A participada em partes iguais da PT e da Telefónica, na telefonia móvel no Brasil, apesar de ter vindo a perder quota com o aumento da concorrência, «tem conseguido melhorar as margens», facto que deverá continuar no próximo ano.

A telefonia móvel em Portugal será outros dos impulsionadores da PT no próximo ano.

A realização do Campeonato Europeu de Futebol (Euro2004) e do evento «Rock in Rio» vai despoletar, um acréscimo das receitas de «roaming» com a entrada de turistas e o crescimento adicional do número de subscritores.

O crescente interesse na banda larga também reforçará tantos os negócios de multimedia como da telefonia fixa.

A recompra de 10% das acções próprias até ao final de 2004, com o objectivo de melhorar remunerar os accionistas, é visto como outro dos motivos para comprar acções da PT. Para 2004, a ESR estima que «a percentagem sobre os lucros atribuídos aos accionistas continue a aumentar».

Perspectivas de fusão na Sonaecom em 2004

As margens da Sonaecom apresentaram crescimentos nos últimos trimestres, sobretudo, com o reforço das actividades da Optimus e deverão continuar assim em 2004, avança a Espírito Santo.

Em 2004, a empresa alcançou, pela primeira vez, resultados positivos e «free cash flow» positivo.

Na Optimus, a empresa refocou os negócios na melhoria dos ARPU’s e no corte de custos, para ficar em linha com a maioria dos operadores móveis europeus. O EBITDA da Optimus deverá crescer 13% face aos 7,6% da média do sector.

Também o Euro2004 e o «Rock in Rio» em Lisboa serão eventos que impulsionarão as receitas da operadora.

Os analistas entendem ainda que na telefonia fixa, em particular, no ADSL, serão efectuadas alterações regulatórios no ADSL, de forma, a que também, os novos operadores possam beneficiar no aumento da procura da banda larga.

Em destaque, os analistas colocam a possibilidade de fusão com a ONI em 2004, algo já aguardado para 2003 que não veio a acontecer.

Tanto para a PT como para a Sonaecom, a ESR atribui recomendações de «compra» e preços alvos de 9,7 euros e 3,3 euros, respectivamente.

As acções da PT encerraram nos 7,90 euros, a cair 0,13% e a Sonaecom ganhou 0,42% para os 2,37 euros.

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