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Telesp agrava prejuízos no primeiro trimestre (act)

A Telesp Celular Participações, principal activo da Vivo – participada da Portugal Telecom e da Telefónica no Brasil – aumentou os prejuízos no primeiro trimestre deste ano para um valor acima das estimativas dos analistas. Os prejuízos registados são jus

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A Telesp Celular Participações, principal activo da Vivo – participada da Portugal Telecom e da Telefónica no Brasil – aumentou os prejuízos no primeiro trimestre deste ano para um valor acima das estimativas dos analistas. Os prejuízos registados são justificados pela empresa com a subida da dívida e com custos mais elevados.

A empresa de telecomunicações móveis registou prejuízos de 97,9 milhões de reais (29,69 milhões de euros), o que compara com os 35,3 milhões de reais (10,71 milhões de euros) registados em período homólogo.

Os analistas consultados previam resultados entre 92 milhões de reais (27,90 milhões de euros) negativos e 77 milhões de reais positivos (23,35 milhões de euros).

A Telesp Celular justifica esta evolução com o aumento de 4,96 mil milhões de reais (1,5 mil milhões de euros) para 5,22 mil milhões de reais (1,58 mil milhões de euros) de pagamentos de dívida e com um acréscimo de custos provenientes da subida de subscritores.

As receitas da Telesp caíram 2% para 1,684 mil milhões de reais (510 milhões de euros), no trimestre em análise, contra os 1,718 mil milhões (520 milhões de euros) registados no mesmo período do ano passado. O EBITDA registou uma queda de 3,4% para 675 milhões de reais (204,73 milhões de euros), face aos 698 milhões de reais (211,71 milhões de euros) anteriores.

O número de subscritores cresceu para 17,949 milhões, um acréscimo de 1,8% quando comparado com os 17,631 milhões registados no final do último trimestre e mais 25,6% do que em Março de 2004.

Global Telecom explica mais prejuízos

Os prejuízos agravaram-se face ao primeiro trimestre de 2004, em resultado do reflexo do pagamento da compra da Global Telecom. Francisco Padinha, presidente executivo da Vivo, fez questão de referir que a Telesp Celular dá lucros, a «holding» Telesp Celular Participações é que agravou os resultados líquidos negativos devido às amortização do investimento naquelas operadoras no sul do Brasil.

Neste primeiro trimestre, a receita líquida caiu 2% face ao período homólogo de 2004 e o EBITDA desceu 3,4%. A concorrência nos preços das tarifas e na subsidiação, determinou a queda no ARPU (receita média mensal por clientes) que está a cair menos do que nos primeiros três meses de 2004, sendo que Padinha acredita que este indicado possa entrar «numa zona flat».

As despesas operacionais reduziram-se e o investimento subiu para 24,4% das receitas do grupo, acima da previsão.

Entre Janeiro e Março, a Telesp Celular Participações investiu 411 milhões de reais (126 milhões de euros), 24,4% das receitas, mas segundo Arcádio Martinez, administrador financeiro da companhia, a empresa vai conseguir reduzir o nível de investimento para 20% no conjunto do ano de 2005, conforme a meta estabelecida.

A dívida da TCP subiu para 5,215 mil milhões de reais (1,6 mil milhões de euros), mas 60% ainda é divida de curto prazo, percentagem que a empresa espera alterar com o lançamento de uma emissão obrigacionista de mil milhões de reais (307 milhões de euros) que será utilizado no pagamento de empréstimos contraídos no final do ano passado.

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