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Telesp Celular quer investir 12% da facturação em 2003

A Telesp Celular Participações (TCP), participada da PT, pretende investir, no desenvolvimento da actividade, um montante total igual a 12% da sua facturação, afirmou Francisco Padinha, presidente da TCP, em conferência com analistas.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Abril de 2003 às 19:59
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A Telesp Celular Participações (TCP), participada da Portugal Telecom, pretende investir, no desenvolvimento da actividade, um montante total igual a 12% da sua facturação, afirmou Francisco Padinha, presidente da TCP, em conferência com analistas.

Nos primeiros três meses deste ano, a operadora de telefonia móvel em São Paulo, Santa Catarina e Paraná investiu 80 milhões de reais (24,43 milhões de euros), ou 8,6% das vendas.

Para o conjunto do ano, a empresa prevê aumentar essa percentagem sobre as vendas.«O capex da TCP será 12% do total das receitas, incluindo os investimentos na rede da Tele Centro Oeste prevista para o final do ano», revelou Padinha, em conferência de analistas que o Negocios.pt acompanhou.

Este valor pode, no entanto, vir a descer, admitiu a mesma fonte.

A empresa vai apostar em serviços de dados, nos próximos trimestres, objectivo que implicará novos desenvolvimentos da rede.

A Telesp Celular Participações, empresa controlada pela Vivo, «holding» da Portugal Telecom e Telefónica Móviles para as telecomunicações móveis no Brasil, registou um prejuízo de 131,5 milhões de reais (39,64 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, mais 76,5% que no período homólogo, devido ao aumento dos custos financeiros.

Os custos operacionais baixaram 5,3% até aos 519,8 milhões de reais (156,7 milhões de euros).

A contenção de custos vai continuar, assegurou Francisco Padinha, que também assume a presidência da Vivo.

«Vamos continuar a racionalização», adiantou a mesma fonte, admitindo que «a operação da TCO já é uma operação racional».

Com a concretização da oferta sobre a TCO, que passou a integrar os activos da TCP, prevista para «dentro de um mês e meio» serão geradas sinergias «mais na área comercial do que na área operacional», acrescentaram Padinha e Fernando Abella, novo relação com os investidores da TCP.

As receitas líquidas da empresa que controla as operadoras Telesp Celular e Global Telecom ascenderam a 927,3 milhões de reais (279,5 milhões de euros), mais 8,9% que no período homólogo e menos 14,3% que no quarto trimestre de 2002.

Serão realizadas mais-valias com a venda de equipamento e imóveis da TCO, disse o presidente da TCP.

A Telesp Celular Participações vai ponderar entre ganhos de margem e obtenção de quota de mercado. No primeiro trimestre, a Global Telecom adicionou 25 mil novos clientes, com a quota de mercado a permanecer nos 41%, enquanto a Telesp Celular detinha 66% do mercado do Estado de São Paulo.

«A escolha que fazemos todos os dias é entre ganhar margens e quota de mercado. A nossa estratégia é balancear os dois», adiantou a mesma fonte. A TCP diz não «seguir ofertas de outros concorrentes que estão a destruir valor» só para ganhar mais clientes.

TCP custeia 50% dos gastos na marca Vivo

A nova marca Vivo é um dos «trunfos» da empresa para melhorar a «performance». A substituição de todos os pontos venda e as campanhas de «marketing» e publicidade vão implicar custos de 40 milhões de reais (12,29 milhões de euros).

A TCP vai custear 50% deste montante ou 20 milhões de reais (6,14 milhões de euros).

A Vivo detinha, em Março deste ano, 17 milhões de clientes, o equivalente a metade do mercado móvel brasileiro em Estados como São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Sergipe, Bahia Santa Catarina, Paraná.

As acções da Portugal Telecom encerraram nos 6,42 euros a cair 2,58%.

Por Bárbara Leite

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