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Tepco afunda 83% em bolsa desde 11 de Março

A Tepco já perdeu 83% do seu valor em bolsa desde o terramoto japonês de 11 de Março. As medidas que a empresa tem tomado estão a fazer a empresa desvalorizar.

Andreia Major amajor@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 10:18
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A Tepco (Tokyo Electric Power Company) , empresa eléctrica de Tóquio proprietária da central nuclear de Fukushima Dai-Ichi afundou 83% desde o terramoto que abalou o Japão a 11 de Março.

A maior empresa energética da Ásia, está a descer hoje 18,1%, pressionada pelos últimos acontecimentos que constam que a empresa estará a derramar água contaminada para o oceano. Desde ontem já foram despejadas no Oceano Pacífico 3.400 toneladas de água radioactiva e a previsão da operação é vazar um total de 11.500 toneladas, o equivalente necessário para encher 4 piscinas olímpicas e meia.

A operação tem como objectivo libertar tanques de armazenamento para guardar água com um nível de radioactividade mais alto, que se tem acumulado na central nuclear de Fukushima 1, especialmente no edifício do reactor 2.

A indústria pesqueira de Fukushima já pediu à empresa que parasse com a operação de lançar água contaminada ao ocenao, que está a prejudicar o sector e possivelmente as espécies marinhas. Foram encontrados vestígios de água radioactiva nas pescas a norte de Tóquio.

O ministro japonês da Indústria, Banri Kaieda, comunicou que o Governo tenciona não lançar mais água radioactiva para o Pacífico. “Gostaríamos que fosse a última vez.” Kaieda pediu desculpas pelos receios sentidos pela população, especialmente pelos pescadores, e garantiu que a medida não coloca grandes riscos para a saúde.

O ministro anunciou que estavam a analisar o impacto que a água contaminada terá no ecossistema marinho. O porta-voz do governo, Yukio Edano, acrescentou que se está a estudar a hipótese da instalação de “barreiras” para evitar que a contaminação se espalhe demasiado. O Governo japonês declarou já ter informado as autoridades internacionais da operação.

Também Ministro da Agricultura, Michihiko Kano, declarou que pretende reforçar as inspecções à pesca.

As medidas da Tepco, que a empresa alegou serem necessárias para proteger os trabalhadores da exposição à radioactividade enquanto tentam recuperar o sistema de arrefecimento da central nuclear, estão no entanto a roubar uma grande dose de popularidade à empresa. Esta já caiu em bolsa 83% desde o violento terramoto que atingiu o Japão no passado mês de Março.

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