Indústria Têxtil entra no carrossel exportador com “melhor mês desde 2002”

Têxtil entra no carrossel exportador com “melhor mês desde 2002”

Após afundar em junho e atirar as vendas acumuladas para terreno negativo, esta indústria teve em julho o melhor registo mensal dos últimos 17 anos, reacendendo a esperança no 10º aumento consecutivo das exportações em 2019.
Têxtil entra no carrossel exportador com “melhor mês desde 2002”
António Larguesa 09 de setembro de 2019 às 16:13

As exportações da indústria têxtil e de vestuário têm passado o verão deste ano numa autêntica montanha-russa. Depois de uma quebra súbita de 12,7% em junho, em termos homólogos, no mês de julho as vendas ao exterior voltaram a terreno positivo, com um crescimento de 3,4%.

 

Segundo os mais recentes dados de comércio internacional do INE, tratados pela maior associação do setor (ATP), os 531,4 milhões de euros exportados em julho são mesmo um "valor mensal que não era conseguido desde julho de 2002", calculou Mário Jorge Machado, que em agosto rendeu Paulo Melo na liderança dos têxteis.

 

Apesar de se ter aproximado do montante mensal de 537 milhões de euros obtido há precisamente 17 anos, no acumulado dos primeiros sete meses do ano, as contas externas continuam abaixo do mesmo período do ano passado (-0,9%), com um valor total de 3.207 milhões de euros.

 

Com sete dos dez maiores destinos em quebra até julho – incluindo Espanha (-3,7%), Alemanha (-5,2%) e Reino Unido (-2,5%) –, só França e Itália têm contrariado as perdas no espaço da União Europeia. Ao invés, as vendas extracomunitárias subiram 5,5%, com destaque para as progressões nos EUA (9%, acréscimo de 17 milhões de euros) e no Canadá (mais sete milhões, correspondente a 25%).

 
Perdas na roupa de cama e de mesa

Em termos de produtos, o balanço à imprensa feito pelo dono da Adalberto Estampados, que em entrevista ao Negócios rejeitou a necessidade de "planos de salvação" para o setor, reconheceu nestes sete meses as perdas em algumas das categorias mais relevantes, como as matérias têxteis (-0,5%), o vestuário (-0,6%) e os têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados (-3,3%).

 

Quando faltam contabilizar cinco meses, permanece em aberto a perspetiva de esta indústria dita tradicional poder registar o 10º ano consecutivo de crescimento nas exportações. No ano passado, a diversificação de mercados e o impulso de Itália foram suficientes para contrariar o efeito negativo da Inditex e do Brexit e contribuíram para um novo máximo de vendas ao exterior de 5.314 milhões de euros.




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