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Thomati e João Carlos Silva saem do Taguspark (act.)

Os accionistas do Taguspark e os administradores executivos Américo Thomati e João Carlos Silva chegaram a acordo para a cessão de funções destes gestores no parque de ciência e tecnologia.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 13:38
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Os accionistas do Taguspark e os administradores executivos Américo Thomati e João Carlos Silva chegaram a acordo para a cessão de funções destes gestores no parque de ciência e tecnologia.

À saída da assembleia geral de accionistas, que decorreu hoje em Oeiras, Isaltino Morais, presidente da autarquia local e presidente da mesa da AG, anunciou ter-se chegado a um acordo, entre accionistas e os dois dos elementos da comissão executiva, para que estes gestores cessassem funções a partir de amanhã.

O acordo foi estabelecido com Thomati (na foto) e Carlos Silva, sendo que a saída destes gestores acontece depois de terem sido constituídos arguidos no contrato entre o Taguspark e Luís Figo, tendo sido acusados do crime de corrupção passiva. Outro dos acusados é Rui Pedro Soares, que já se tinha demitido.

O terceiro elemento da comissão executiva do Taguspark, Vítor Castro, não chegou a acordo por se encontrar de baixa médica.

Na sequência deste acordo, todos os outros órgãos sociais do Taguspark, incluindo administradores não executivos, colocaram o cargo à disposição.

A eleição de novos órgãos sociais acontecerá em AG extraordinária, já marcada para 8 de Junho.

Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras (maior accionista do Taguspark com 16%), diz que esta cessação de funções levou a que em sede de assembleia geral não fosse votado o habitual voto de louvor à administração, porque "não fazia sentido".

Isaltino Morais referiu, por diversas vezes, que a administração não tinha sido destituída, mas tinha chegado a acordo com os accionistas para cessar funções. Assim, os gestores não receberão indemnização, mas serão pagos pelos meses de Maio e Junho.

O presidente da Câmara de Oeira também afastou ligação entre esta decisão e os processos judiciais em curso. "Isso é para a Justiça". O que se falou, diz, foi a atitude em relação à gestão do Taguspark. O relatório e contas de 2009 foi aprovado.

À saída da assembleia geral, que decorreu hoje em Oeiras, Isaltino Morais - único presente que falou aos jornalistas - diz acreditar que a nova administração marcará uma nova etapa para o parque de ciência e tecnologia e que "será capaz de cumprir o plano estratégico para o Taguspark", salvaguardando os seus interesses.

Para a próxima administração, a Câmara de Oeiras diz pretender administradores "com perfil de gestão elevado", já que uma sociedade "como esta" não pode ser "uma mera gestão de condomínio". Essa tinha, aliás, sido a crítica da edilidade de Oeiras à anterior administração, antes da entrada de Américo Thomati. Isaltino Morais quer, também, sintonia dos accionistas do Taguspark e uma maior participação.

À saída, ainda declarou que soube do alegado interesse do Taguspark em tomar posição na Media Capital pela comunicação social, até porque, disse, "não estou a ver como conseguiria arranjar recursos financeiros e não estou a ver que alguns dos accionistas aprovassem".

Isaltino Morais continua a manter interesse em reforçar posição no capital social do Taguspark, ainda que a conjuntura, agora, seja mais complicada, devido ao reforço de verbas que a Cãmara teve de disponibilizar às áreas sociais do concelho. "Diz-nos a experiência que a entidade melhor preparada para defender os interesses do Taguspark" é a Câmara de Oeiras.

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