Telecomunicações TIM não quer avançar com fusão com a Oi

TIM não quer avançar com fusão com a Oi

A TIM informou o fundo russo LetterOne que não quer aprofundar as negociações com a Oi para avançar com uma fusão dos activos. A Oi, que tem a Pharol como accionista, está a avaliar os impactos do anúncio.
TIM não quer avançar com fusão com a Oi
Reuters
Sara Ribeiro 25 de fevereiro de 2016 às 12:13

Depois de quatro meses de conversações, a TIM informou o fundo russo letter One que não quer avançar com uma combinação de negócios com a Oi.

 

A informação foi divulgada esta quinta-feira, 25 de Fevereiro, pela Oi, que "avaliará os impactos deste anúncio para as possibilidades de consolidação no mercado brasileiro", lê-se na nota enviada ao regulador brasileiro (CVM).

 

O fundo do milionário russo Mikhail Fridman tinha proposto, em Outubro do ano passado, injectar 4 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) na Oi, onde a Pharol é accionista, caso a operadora avance com uma fusão com a Oi. 

 

Ao longo dos últimos meses a LetterOne, a TIM e a Oi realizaram várias reuniões para estudar o cenário de fusão entre as duas operadoras, uma opção que caso avançasse iria criar uma gigante das telecomunicações no Brasil, com 44% de quota de mercado.

 

No entanto, o fundo russo comunicou à Oi que foi informado pela TIM, operadora da Telecom Itália que , "embora agradeça por sua abordagem , não deseja aprofundar negociações a respeito da possibilidade de uma união entre a Oi e a TIM, no Brasil".

 

A LetterOne explica ainda que a sua abordagem " teve o objectivo de destravar o potencial desta operação no sector de telecom através de uma estrutura por meio da qual todas as sociedades estivessem alinhadas". Porém, continua, sem a participação da TIM, "não poderá neste momento prosseguir com a operação proposta conforme anteriormente prevista".

 

A rejeição da TIM não afastará, contudo, as intenções da LetterOne de continuar a investir no Brasil: "Apesar de um ambiente macroeconómico desafiador, a LetterOne está interessada em investir no Brasil: um país com bom potencial de crescimento de longo prazo", sublinha.

 

Como fonte oficial do fundo tinha explicado ao Negócios no ano passado, o seu objectivo passa por "explorar opções para a Oi participar em qualquer consolidação no sector", não só com a TIM.


(Notícia actualizada às 12:25 com mais informação)

 




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