Empresas Trabalhadores da Soporcel exigem saída de administradores que os representam no fundo de pensões

Trabalhadores da Soporcel exigem saída de administradores que os representam no fundo de pensões

Cerca de 250 trabalhadores da papeleira Soporcel, reunidos esta terça-feira em plenário na Figueira da Foz, exigiram a retirada de funções aos administradores da empresa que os representam na comissão de acompanhamento do fundo de pensões.
Trabalhadores da Soporcel exigem saída de administradores que os representam no fundo de pensões
Bloomberg
Lusa 26 de fevereiro de 2014 às 00:02

"É uma exigência por parte dos trabalhadores, não continuarem a ser representados pelos representantes que não cumpriram com as suas funções", disse aos jornalistas Vítor Abreu, da comissão sindical da Soporcel. "No espaço de quase 11 meses desde que foram eleitos, não nos informaram, não nos mantiveram a par, não cumpriram o papel deles", adiantou.

 

A comissão sindical que representa os funcionários da papeleira do grupo Portucel Soporcel vai reunir quarta-feira com a administração da empresa, localizada em Lavos, Figueira da Foz, voltando a defender a manutenção do actual fundo de pensões, que abrange 600 famílias, indicou Vítor Abreu.

 

Em causa no protesto dos trabalhadores da Soporcel está o fundo de pensões da papeleira que, de acordo com fonte sindical, passará do sistema actual, intitulado de "benefício definido" - a empresa contribui com 8% do salário dos trabalhadores e garante o capital do fundo - para um sistema de "contribuições definidas", em que a participação da empresa baixa para os 4% (podendo os colaboradores, voluntariamente, contribuírem com a percentagem que quiserem) mas o capital existente no fundo passa a depender das flutuações do mercado e outros aspectos.

 

Presente no plenário de hoje, António Moreira, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra, recordou que no plenário de 27 de Dezembro (há cerca de dois meses) argumentou que era preciso parar o processo, já que a empresa queria ter o novo fundo de pensões em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2014 "e o que é facto é que o processo está parado".

 

De acordo com António Moreira, o adiamento da entrada em vigor do novo fundo de pensões ficou a dever-se à "firmeza" dos trabalhadores que manifestaram "total oposição" à alteração.

 

António Moreira considerou a Soporcel um "gigante" da economia portuguesa - o segundo maior exportador nacional em 2013, com um volume que atingiu os 1.215 milhões de euros, com destino a 118 países e um resultado líquido de 210 milhões de euros - contestando que a alteração do fundo de pensões instituído em 1988 seja para permitir que a empresa o possa suportar. "O actual é possível de suportar", alegou o sindicalista.




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