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Trabalhadores do Metro vão juntar-se à greve geral e preparam novas formas de luta

Cerca de 400 trabalhadores do Metropolitano de Lisboa reunidos hoje em plenário decidiram juntar-se à greve geral decretada para 14 de Novembro e preparar novas formas de luta depois disso, para contestar os despedimentos previstos no Orçamento do Estado.

Lusa 26 de Outubro de 2012 às 13:34
Numa moção aprovada por unanimidade e aclamação, os trabalhadores dizem estar "conscientes da necessidade de derrotar toda a ofensiva imposta quer pelo Governo quer pela administração".

Por isso, vão entregar terça-feira uma proposta de revisão parcial do Acordo de Empresa (AE) e "prosseguir a luta, caso o Conselho de Administração, em tempo oportuno, não responder à proposta reivindicativa".

Em declarações à Lusa, Paulo Alves, da Comissão de Trabalhadores, explicou que "o que está em causa é o não cumprimento do AE no que respeita ao pagamento das horas extraordinárias e dos subsídios de férias e de natal".

Em causa está também o despedimento de 20% dos funcionários previsto no Orçamento do Estado para 2013, o que representa 300 trabalhadores, e a "tentativa do Estado de privatizar a empresa a todo o custo", disse.

Presente no plenário, o deputado do Bloco de Esquerda (BE) Pedro Filipe Soares disse à Lusa estar a mostrar "solidariedade num momento em que, segundo a previsão do OE, 20% dos trabalhadores serão despedidos".

"Temos de defender os trabalhadores porque o desemprego que existe já é o bastante, o Governo não precisa de criar mais", frisou.

O deputado criticou a possibilidade de privatização da empresa, afirmando que é "um mau negócio para os trabalhadores".

O plenário dos trabalhadores do metro foi feito à porta da sede da empresa, em Lisboa, por a administração ter recusado que se realizasse dentro das instalações.

Para a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) está é "uma atitude prepotente, sem procedentes na história do Metropolitano de Lisboa".

Contactada pela Lusa, a administração do Metropolitano de Lisboa disse "não ter conhecimento do caderno reivindicativo dos trabalhadores que foi hoje apresentado no plenário, e desconhece as matérias discutidas".

A administração "aguarda que lhe seja entregue o documento, como é habitual nestas circunstâncias, que será analisado e sobre o qual oportunamente se pronunciará".
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