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Transportes ameaçam aumentar preços e cortar carreiras

A ANTROP reclama um regime de excepção relativamente às medidas previstas pelo Governo para 2015 que vão agravar o preço dos combustíveis. A alternativa, avisa a associação, será a destruição do transporte público em Portugal.

Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 06 de Novembro de 2014 às 12:37
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A Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Passageiros (ANTROP) diz estar "extremamente preocupada com o brutal agravamento fiscal dos combustíveis", previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2015, quer por via do aumento da Contribuição do Serviço Rodoviárias, quer da aplicação da taxa de carbono prevista na reforma da fiscalidade verde.

 

Em conferência de imprensa, Luís Cabaço Martins, presidente da ANTROP, sublinhou que o agravamento dos preços dos combustíveis pode conduzir à insustentabilidade das empresas do sector, tendo em conta que veriam os seus custos operacionais com combustíveis agravados em 4,8%, ou seja, 11,7 milhões de euros.

 

Desta forma, afirmou, "às empresas de transporte público rodoviário abrem-se apenas duas opções em 2015: aumentar as tarifas abruptamente ou reduzir drasticamente a prestação de serviço público, através do corte de carreiras e reduzindo o número de trabalhadores".

 

Para Cabaço Martins, o agravamento do preço do gasóleo, que será da ordem dos 5,3 cêntimos por litro, acabará por "afectar as famílias".

 

A ANTROP reclama, assim, um regime de excepção relativamente às medidas previstas. "Achamos que o Governo terá cometido um lapso na abordagem da política ambiental", frisou o responsável, para quem estas medidas são um contrassenso quer em termos ambientais, mas também políticos e económicos.

 

"Há tempo para introduzir correcções à proposta de lei", afirmou o presidente da associação, para quem a alternativa será "a destruição do transporte público em Portugal".

 

Em sua opinião, se esse agravamento não for aplicado aos transportes o Estado deixa de arrecadar 11 milhões de euros, "uma verba marginal para o Orçamento de Estado", mas que será "dramática para as famílias".

 

Para o presidente da ANTROP, "o Governo pode encontrar os 11 milhões noutro sítio, por exemplo na redução da despesa pública".  

 

Cabaço Martins escusou-se a adiantar qual o nível de aumento dos preços dos passes e bilhetes que teria de ser feito, afirmando que "não me passa pela cabeça que a medida vá para a frente".

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