Construção Tribunal aprova acordo entre Soares da Costa e credores

Tribunal aprova acordo entre Soares da Costa e credores

O tribunal de Gaia deu aval ao plano de revitalização da Soares da Costa. Ao contrário do que aconteceu no primeiro, que foi chumbado por haver discriminação de credores, no novo não havia distinção.
Tribunal aprova acordo entre Soares da Costa e credores

Ao contrário do que aconteceu na primeira recuperação, a Soares da Costa Construções conseguiu a aprovação do seu plano de recuperação pelo tribunal.

 

"No Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Juízo de Comércio de Vila Nova de Gaia - Juiz 2 de Vila Nova de Gaia, no dia 12-02-2018, ao meio dia, foi proferido despacho de homologação relativo ao acordo entre a empresa: Sociedade de Construções Soares da Costa e os credores", assinala uma nota publicada no portal Citius.

 

A homologação pelo tribunal, datada de 19 de Dezembro, que tem agora um prazo para a apresentação de eventuais impugnações, foi dada dois meses depois da aprovação do plano pelos credores.

 

O plano de revitalização contou com a aprovação de 79,5% dos votos a favor, incluindo a Caixa Geral de Depósitos e o Banco Comercial Português. Já os bancos de capitais espanhóis, BPI, Bankinter e Popular (que pertence ao Santander Totta) e ainda o BIC votaram contra.

 

"A decisão vincula os credores, mesmo aqueles que não hajam participado nas negociações", relembra a nota do portal Citius.

 

O plano que tem agora a luz verde do tribunal prevê que a dívida não garantida a instituições de crédito e fornecedores - da ordem dos 607 milhões de euros – conte com um perdão de 50%. Quanto ao Estado e aos trabalhadores - com créditos de 9,5 e 50,2 milhões - mantém a perspectiva de pagamento integral. 

 

Este foi o segundo plano entregue pela Soares da Costa, já que o anterior, apesar de aprovado pelos credores, não foi homologado pelo tribunal, que entendeu que existia um tratamento diferenciado dos credores, beneficiando os que reclamavam créditos na moeda angolana. Agora, o novo plano não fazia distinção entre os credores financeiros.




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