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Turismo de Portugal diz que "danos reputacionais" provocados pela greve na TAP vão prolongar-se

O presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim Figueiredo, afirmou que "os danos reputacionais" provocados por 10 dias de paralisação dos pilotos da TAP "vão prolongar-se muito para além da greve em si", afectando as reservas para o Verão.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 11 de Maio de 2015 às 15:04
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"Este dano causado pela greve dos pilotos da TAP nos últimos 10 dias vai muito para além daquilo que foram os cancelamentos directos que resultaram da greve", afirmou João Cotrim Figueiredo, adiantando que a paralisação "teve uma adesão inferior aquilo que se chegou a temer e portanto tem um dano financeiro menor áquilo que se chegou a temer".

 

No entanto, o presidente da instituição estatal que tutela o sector do turismo frisou que "os danos reputacionais vão-se prolongar muito para além do período de greve", acrescentando que "as meras ameaças que possam vir de outros períodos de greve no futuro vão fazer com que não haja segurança suficiente" para os turistas que queiram visitar o país "e continuar a usar a TAP".

 

Segundo João Cotrim Figueiredo, a ameaça de futuras greves é "gravíssimo" para a indústria do turismo, até porque "as reservas para o verão e seguintes estão inferiores às de 2014", principalmente num ano em que o sector até agora "está a crescer a níveis superiores a 2014".

 

O responsável pelo Turismo de Portugal pediu a todos os envolvidos que "pensem nos reflexos que o problema tem para o turismo em Portugal, um sector que tem sido responsável pelo crescimento económico em Portugal" e que este tipo de "incerteza e de permanente desconfiança contra a capacidade de voar na TAP vai continuar a fazer danos muito difíceis de recuperar".

 

A TAP retomou esta segunda-feira, 11 de Maio, os voos conforme o programa de ligações do dia, assegurando a normalização de "algumas situações resultantes da greve".

 

Em comunicado, a transportadora aérea portuguesa alega que, durante os dez dias de greve dos pilotos do grupo TAP, que hoje termina, providenciou em média 70% dos voos diários.

 

Contrariando estes números, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil, que convocou a paralisação, apontou o cancelamento em média de cerca de 50% dos voos "originalmente planeados".

 

O ministro da Economia, António Pires de Lima, marcou para hoje à tarde uma conferência de imprensa sobre o tema TAP.

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