Agricultura e Pescas Turistas ajudam Lourinhã a vender mais aguardente

Turistas ajudam Lourinhã a vender mais aguardente

A comercialização da aguardente da Lourinhã, que tem sobretudo como destino o mercado doméstico, aumentou 15% em 2013. A região vai criar até ao final do ano uma rota de enoturismo para reforçar a notoriedade do produto.
Turistas ajudam Lourinhã a vender mais aguardente
Negócios 21 de maio de 2014 às 19:58

Em 2013 venderam-se 7.250 garrafas de aguardente da Lourinhã – mais 15% do que em 2012 –, sendo que cada garrafa custa, em média, cerca de 30 euros. Vasco d’Avillez, presidente da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa), justificou ao Negócios este aumento com "o maior consumo nas refeições vendidas a turistas".

 

Para reforçar o crescimento, a Lourinhã vai apostar numa rota da aguardente de forma a aumentar a notoriedade deste produto. O presidente da CVR Lisboa disse que o processo levará tempo a concretizar, e que estará concluído "talvez no fim do ano".

 

A CVR Lisboa espera, com a nova rota, aumentar em 25% as vendas do produto a médio prazo. Vasco d’Avillez garantiu que colocar o concelho no mapa dos destinos enoturísticos "poderá em muito contribuir para acelerar este crescimento contínuo das vendas da aguardente da Lourinhã".

 

Com um peso das exportações nas vendas de apenas 5%, o líder desta região vitivinícola enfatizou que "a aguardente tem um mercado muito especial que é Portugal e os portugueses". E que apesar de gostar que isso acontecesse, ainda não existem estratégias para aumentar as vendas fora do país: "Eu não posso pegar em ninguém e pedir para ir à Suécia ou Angola".

 

São apenas duas – Quinta do Rol e Adega Cooperativa de Lourinhã – as empresas que certificam esta aguardente na Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, apesar de existirem outros produtores a engarrafar com as suas marcas, que chegam ao mercado sem o selo DOC (Denominação de Origem Controlada).

 

A Lourinhã é a única região em Portugal e a terceira em todo o mundo, juntamente com a Cognac e Armagnac, em França, demarcada exclusivamente para aguardente. Um produto que exige um elevado investimento, já que, em média, um produtor precisa de dez litros de vinho para obter um litro de aguardente.




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