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Ulrich diz que a consolidação no sector da banca só "depende dos donos das acções"

Fernando Ulrich defende que a consolidação na banca portuguesa só depende "dos donos das acções" e lembrou que o BPI "é ele próprio resultado de operações de consolidação e um actor permanente em tentativas de consolidação".

Bruno Simão/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 15:11
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Fernando Ulrich defendeu esta sexta-feira, 8 de Maio, que a consolidação na banca portuguesa depende apenas "dos donos das acções". O presidente do BPI falava esta manhã numa conferência sobre Corporate Governance, em Lisboa.

 

Questionado sobre o impacto da consolidação ao nível da reputação e da rentabilidade, Ulrich considerou que "para quem já tenha boa reputação não terá impacto". "Quanto à rentabilidade, se for bem feita [a consolidação], sim. Se vai acontecer ou não depende dos donos das acções", acrescentou o banqueiro.

 

Fernando Ulrich recordou que, desde 1999, são públicas operações em que a instituição participou, mas que não tiveram sucesso. "O BPI é ele próprio resultado de operações de consolidação e um actor permanente em tentativas de consolidação", afirmou.

 

Durante a conferência, o banqueiro não quis entrar em "discussões genéricas" sobre bancos, porque isso implicaria falar em nomes e, de alguma forma, associar-se a casos a que não quer estar ligado.

 

"Não aceito estas discussões genéricas de bancos. Cada caso é um caso. Não vou falar de banco nenhum, porque se não tenho de falar em nomes", frisou o gestor.

 

Da mesma forma, Fernando Ulrich recusou a ideia de que os problemas relacionados com o papel comercial do BES afectem a confiança no sistema bancário. "Porque é que um cliente do BPI se vai sentir afectado com isso? Não vejo porque é que algum cliente do BPI se há-de sentir afectado por isso. Só pode é ficar contente", sublinhou.

 

O presidente do BPI mostrou-se confiante na reputação do banco que lidera e lembrou que os depositantes nunca perderam a confiança na instituição, mesmo durante a crise financeira.  

 

"Desde 2007 que decidimos que, se o mercado não nos quer dar o que merecemos, então vamos viver sem o mercado. Hoje em dia não precisamos das agências de rating, vivemos com os depositantes. E isso só foi possível porque os depositantes confiam em nós", explicou.

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