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Ulrich não sabia que há partidos que o querem ouvir no inquérito ao BES. Mas está disponível

Defendendo a tese que o Novo Banco não vai trazer custos para os contribuintes, Fernando Ulrich argumenta que não era no Parlamento mas na Associação Portuguesa de Bancos que se devia fazer um inquérito ao BES.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Outubro de 2014 às 13:16
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Quando questionado sobre a intenção de vários partidos o quererem ouvir na comissão parlamentar de inquérito ao BES, Fernando Ulrich mostrou-se surpreendido. Não sabia. Mas disse que estava disponível para falar. Até porque um inquérito é "absolutamente fundamental" para a democracia.

 

"Considero os trabalhos das comissões parlamentares de inquérito um trabalho absolutamente fundamental para a governação do país", indicou o presidente executivo na conferência de imprensa.

 

Sendo efectivamente chamado ao inquérito ao BES - os partidos, depois de apresentarem as suas propostas de audição, ainda têm de chegar a entendimento sobre quem querem chamar -, Fernando Ulrich terá uma "atitude de colaboração".

 

De qualquer modo, o banqueiro diz que não era no Parlamento que este inquérito deveria ter lugar. "Devia desenrolar-se na Associação Portuguesa de Bancos", continuou, defendendo que quem tem risco sobre o Novo Banco, herdeiro dos activos bons do BES, são os bancos, accionistas do fundo de resolução que injectou 4,9 mil milhões de euros naquela instituição.

 

Os contribuintes não têm risco, sublinhou, a não ser pela exposição da CGD, que, a haver perdas na venda do Novo Banco abaixo dos 4,9 mil milhões, terá de enfrentar 30% das mesmas. O BPI tem uma posição de 10% nestas contribuições. 

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