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Ulrich: “Não tive intenção de ofender ninguém, mas sim mostrar respeito” pelos sem-abrigo

O presidente do BPI nega que as declarações que proferiu sobre os sacrifícios que os portugueses podem suportar representem uma falta de respeito para com os sem-abrigo. “Antes pelo contrário”, afirmou Fernando Ulrich perante os deputados no Parlamento.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2013 às 16:16
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Fernando Ulrich disse esta terça-feira no Parlamento, que não entende o alarido que se gerou com declarações que proferiu na semana passada, sobre os sacrifícios que os portugueses podem suportar, tendo para efeito afirmado que se os sem-abrigo aguentam “porque é que nós não aguentamos” (ver citações destacadas).

 

Na comissão de Orçamento e Finanças, onde está a ser ouvido pelos deputados sobre a ajuda estatal ao BPI, Ulrich foi convidado pelo deputado do PS, João Galamba, a esclarecer as afirmações proferidas na conferência de imprensa em que o banco apresentou os resultados de 2012.

 

“O nível de sacrifícios e austeridade que uma sociedade pode estar sujeita depende do desempenho da sua economia”, começou por dizer Fernando Ulrich, esclarecendo que procurou desmontar a ideia que os portugueses não podem suportar mais sacrifícios, pois isso será o suficiente para eles não aumentarem.

 

“Ninguém gosta que outras pessoas passem sacrifícios, sejam eles quais forem”,

 

O que disse Fernando Ulrich

“Se você andar aí na rua e infelizmente encontramos pessoas que são sem-abrigo, isso não lhe pode acontecer a si ou a mim porquê? Isso também nos pode acontecer".

 

"E se aquelas pessoas que nós vemos ali na rua, naquela situação e sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos? Parece-me uma coisa absolutamente evidente".

 

Fonte: Expresso Online

afirmou Ulrich, acrescentando que “ou conseguimos colocar a economia portuguesa a crescer e conseguimos aumentar a capacidade negocial com credores, ou uma das formas mais duras de sacrifícios, que é o desemprego” deverá continuar a assolar a economia portuguesa.

 

Falando depois mais directamente sobre as declarações relacionadas com os sem-abrigo, Ulrich diz não compreender porque “alguém se choca com elas”, pois estas foram "banais".

 

Recusou que essas declarações representem uma “falta de respeito” para com a situação “duríssima” em que se encontram os sem-abrigo. “Pelo contrário, na minha cabeça era um sinal  de respeito pelas pessoas que viveram nessa situação tão dramática”, afirmou Ulrich, acrescentando por isso que “não compreendo o alarido à volta desta questão”.

 

O presidente do BPI aproveitou ainda para afirmar que, em termos de sensibilidade social, “não recebo lições de ninguém. O que tinha a aprender, aprendi na escola, na casa e na igreja católica. Não era agora que precisa de ir aprender sobre isso”.

 

“Não tive intenção de ofender ninguém, mas sim mostrar respeito” pelo “enorme sofrimento” que os sem-abrigo passam e que “eu também posso passar”. Não dentro de três ou seis meses, mas daqui a cinco ou dez anos, “não sei porquê que tenha uma garantia que esse tipo de sofrimento não me possa acontecer”.

 

Ulrich assinalou ainda que “não tenho que pedir desculpa em ninguém” sobre as declarações proferidas. Seria um gesto gratuito estar a pedir desculpa e não sinto essa necessidade”.

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