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Ulrich: "BPI não tem restrições financeiras para apoiar economia"

O CEO rejeitou que o banco tenha actualmente limitações quer na concessão de crédito, quer através das emissões obrigacionistas que realiza para algumas das maiores empresas nacionais.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 16:48
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"O banco não tem neste momento restrições financeiras para apoiar a economia, sendo concedendo crédito seja promovendo o acesso à sua base de investidores", resumiu Fernando Ulrich na conferência de imprensa que se seguiu à assembleia-geral, realizada na Casa da Música (Porto).

O CEO preferiu dar o exemplo das três emissões já realizadas desde o final do ano passado (duas para a EDP e uma para a Semapa), em que o BPI teve uma quota acima de 50%. Algo que está a suceder igualmente com uma operação semelhante da Zon, que arrancou na passada segunda-feira.

“Uma outra vertente muito importante no financiamento à economia tem sido proporcionar o acesso a algumas empresas de maior dimensão ao mercado obrigacionista. É uma forma complementar e alternativa ao crédito, mas também muito importante no financiamento a médio prazo das empresas portuguesas”, frisou Ulrich.

Já Artur Santos Silva, questionado igualmente sobre o efeito da desalavancagem da banca na concessão de crédito às empresas, respondeu que o BPI não está “minimamente pressionado com o rácio crédito/depósitos” e está aliás “muito abaixo do que é a meta desse indicador para 2014”.

“E temos aprovadas linhas de crédito num montante muito expressivo, quer para grandes e médias, quer para pequenas empresas”, acrescentou o presidente do BPI, sem detalhar montantes, e salientando que são sobretudo os sectores exportadores que “continuam extraordinariamente dinâmicos”.

Os dois responsáveis falavam na conferência de imprensa que se seguiu à assembleia-geral do banco, em que participaram, ou estiveram representados, 223 accionistas, que detêm 76,52% do capital do banco. Os representantes dos dois maiores accionistas (o espanhol La Caixa e a Santoro, da angolana Isabel dos Santos) não intervieram, mas à saída falaram com o Negócios (ver aqui e aqui).

As contas individuais e consolidadas foram aprovadas por 99,99% dos votos expressos, assim como a proposta de aplicação dos resultados do exercício de 2011 e também uma autorização ao conselho de administração para a "aquisição e alienação de acções próprias". Uma "esmagadora maioria", como sublinhou à saída o administrador não executivo, Lobo Xavier, que não representa qualquer surpresa.

Isto porque o conselho de administração acabou por retirar da ordem de trabalhos os temas mais polémicos como o fim do valor nominal das acções e a autorização para a gestão deliberar aumentos de capital. Por estarem relacionados com a capitalização do BPI, serão discutidos numa assembleia-geral extraordinária, que se realizará no próximo mês, destinada a aprovar o recurso à ajuda do Estado.
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