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Ulrich: Se os clientes ligassem mais à reputação "o BPI tinha o dobro dos clientes" e alguns bancos "não tinham nenhum"

O presidente do BPI defende que, em Portugal, o bom comportamento e a reputação dos bancos não são directamente proporcionais ao número de clientes, porque estes "não diferenciam suficientemente".

25.º - Fernando Ulrich 
BPI perdeu autonomia após recurso a capitais do Estado. Ulrich apressa no entanto fim dessa dívida.
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 13:08
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O presidente do BPI, Fernando Ulrich, considera que em Portugal os clientes "não diferenciam suficientemente" as instituições, consoante critérios reputacionais ou de "bom comportamento".

 

"Acaba por haver pouca diferenciação em Portugal. Se os clientes dessem mais importância a estas matérias, haveria bancos com muito menos clientes e outros teriam muito mais", sublinhou o presidente do BPI, numa conferência sobre Corporate Governance, realizada esta sexta-feira, em Lisboa. "Os clientes não diferenciam suficientemente".

 

Ulrich acrescentou que "se fizermos uma avaliação" da forma como cada banco interagiu com clientes e reguladores nos últimos vinte anos, tendo em conta o bom comportamento e a reputação, "não tenho dúvidas de que o BPI devia ter o dobro dos clientes e alguns não deviam ter nenhum"

 

"O resultado final não é directamente proporcional à diferença de comportamentos", concretizou. Até porque o público vai assistindo à publicação de notícias "suficientes para terem consequências muito sérias", mas que, em Portugal "não têm".

 

Questionado sobre os casos que abalaram o sistema financeiro e o eventual impacto na reputação do sector, o banqueiro foi peremptório: "Não preciso chegar aos 63 anos para me virem dizer que não se manipula a Libor ou que não se enganam os clientes. Isso aprendi desde sempre. Isto tudo passa-me um bocado ao lado".

 

"O meu último problema é a reputação do banco. Porque penso que ela é muito forte", concluiu Ulrich. 

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