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Um embate entre presidentes: e quem perder, fica fragilizado?

Se a Telefónica falhar a compra da Vivo, a administração da Telefónica sai derrotada; se tiver sucesso, quem sai derrotada é a administração da Portugal Telecom, mesmo que com prémio de consolação de ter vendido a posição muito valorizada. Certo?

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 09:59
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Se a Telefónica falhar a compra da Vivo, a administração da Telefónica sai derrotada; se tiver sucesso, quem sai derrotada é a administração da Portugal Telecom, mesmo que com prémio de consolação de ter vendido a posição muito valorizada. Certo? Não necessariamente.

César Alierta, presidente da Telefónica, não colocou o seu pescoço nesta oferta, mas tem muito a perder uma vez que o seu ataque foi frontal - e quanto maior a altura, maior a queda. Mas também porque este seria o terceiro ataque falhado, depois do fracasso da tomada de controlo da Telecom Italia e da compra da brasileira GVT, que acabou por perder para a francesa Vivendi. É com base neste pressuposto que se assume que a Telefónica seria empurrada para uma subida de preço ao último minuto. Porque não pode perder. E ser perder, o que faz? Lança uma OPA sobre a PT? Desiste? Sai da empresa?

E Zeinal Bava? A venda da Vivo "seria um negócio sombrio e Zeinal Bava, o carismático presidente executivo, certamente sairia", escreveu o "Financial Times". E o que diz o próprio? Tem Plano B? "Não tenho planos B para nada, nem para o plano de negócios na PT", declarou Zeinal Bava quando confrontado pelo Negócios se se demite se a Vivo for vendida. "A minha equipa depende da entrega dos resultados que fazemos aos accionistas, e estes têm sempre a última palavra. A decisão é deles", acrescentou. "Só há um plano, só há 'o' plano. Acreditamos que aquele é o plano. Vamos até ao fim".
"Alea jacta est", os dados estão lançados.





A frase de guerra
"Tudo na vida tem um preço, menos a honra"

É uma frase de banqueiros. Originalmente, foi António Champalimaud que disse: "À excepção da honra, tudo se vende". Desta vez, foi Ricardo Salgado que, questionado sobre se a Vivo tem preço, respondeu: "Tudo na vida tem preço, menos a honra". Frase que Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa, citaria dias depois. Henrique Granadeiro, mais tarde, veio fazer a sua interpretação: "Tudo na vida tem um preço, menos o futuro". Frase que Zeinal Bava citaria alguns dias depois. A frase ficou feita. Falta acertar uma coisa: o preço.



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