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Varig melhora prejuízos e diz-se apta para processo de capitalização

A Varig fechou o ano de 2004 com prejuízos de 87 milhões de reais (26 milhões de euros), uma melhoria face aos resultados negativos de 1,83 mil milhões de reais (546 milhões de euros) em 2003. Devido a este desempenho favorável, a empresa diz-se apta para

Bárbara Leite 08 de Abril de 2005 às 07:00

A Varig fechou o ano de 2004 com prejuízos de 87 milhões de reais (26 milhões de euros), uma melhoria face aos resultados negativos de 1,83 mil milhões de reais (546 milhões de euros) em 2003. Devido a este desempenho favorável, a empresa diz-se apta para o processo de capitalização com a injecção de capital na qual os portugueses querem participar.

O assessor de imprensa da Varig destacou que a companhia aérea brasileira está no bom caminho «tal como a TAP», que já conseguiu ter lucros em 2004, em resultado da estratégia de contenção de custos e aposta em nichos de mercado.

Apesar de ter registado prejuízos, a transportadora  brasileira diz-se satisfeita com os resultados que «mostram que estamos no caminho da recuperação», avançou a mesma fonte ao Jornal de Negócios.

O resultado da actividade da Varig cresceu dos anteriores 335,6 milhões de reais para 457,7 milhões de reais (100 para 137 milhões de euros), «num desempenho considerado entre os melhores da indústria de transporte aéreo» brasileiro.  

A receita líquida consolidada da companhia atingiu os 8,9 mil milhões de reais (2,66 mil milhões de euros), mais mil milhões de reais (299 milhões de euros) a mais sobre 2003.

 A empresa lembra que tem a receber do Estado brasileiro um total de três mil milhões de reais (896 milhões de euros), relativo a um processo judicial ganho.

 «Embora ainda enfrente dificuldades financeiras – grande parte delas devidas a compromissos instalados e pactuados – o documento mostra uma companhia operacionalmente rentável, apta a aceitar um processo de capitalização», destaca em comunicado. Neste processo de capitalização, a Varig somente confirma que a Fundação Ruben Berta, sua única accionista, está a negociar a venda de uma percentagem de capital com investidores e mais não confirma.

A imprensa brasileira tem citado vários nomes de interessados. Segundo apurou o Jornal de Negócios, além da proposta da EuroAtlantic ligada ao grupo Pestana, outra proposta portuguesa estará nas mãos dos accionistas. O grupo Espírito Santo (GES) também admite interesse em negociar, mas não assumiu nada formal.

Esperava-se que até ao final desta semana houvesse uma decisão sobre a questão, mas os assessores não se comprometem com datas. A Varig precisa assim de capital para fazer face às dívidas com credores que a levou, esta semana, a cancelar nove destinos. Em Dezembro de 2004, o património líquido manteve-se negativo em 6,4 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros) e as dívidas somavam 5,7 mil milhões de reais (1,7 mil milhões de euros). 

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