Automóvel Venda de carros na UE supera os 15 milhões no melhor ano desde 2007

Venda de carros na UE supera os 15 milhões no melhor ano desde 2007

A comercialização de automóveis no bloco regional cresceu, em 2017, pelo quarto ano consecutivo, para máximos de dez anos, com mais de 15 milhões de unidades vendidas.
Venda de carros na UE supera os 15 milhões no melhor ano desde 2007
Bruno Simão
Rita Faria 17 de janeiro de 2018 às 07:52

Há dez anos que não se vendiam tantos carros nos países da União Europeia. Em 2017, a venda de automóveis cresceu 3,4% em relação ao ano anterior para um total de 15.137.732 unidades, o valor mais elevado desde 2007, revela a Associação Europeia de Construtores Automóveis esta quarta-feira, 17 de Janeiro.

No quarto ano consecutivo de subidas das vendas no bloco regional, os cinco grandes mercados tiveram comportamentos distintos: Itália e Espanha registaram os melhores desempenhos, com subidas de 7,9% e 7,7%, respectivamente, seguidos por França e Alemanha, com crescimentos de 4,7% e 2,7%. Pelo contrário, o Reino Unido assistiu a um decréscimo da procura, com as vendas a caírem 5,7% pela primeira vez em seis anos.

Em Portugal, o crescimento da venda de automóveis foi mais do dobro da União Europeia, com o número de carros comercializados a aumentar 7,1% face a 2016, para um total de 222.134 unidades.

Além do Reino Unido, só a Dinamarca, a Finlândia e a Irlanda registaram descidas na procura.

A contribuir para o melhor desempenho das vendas na UE dos últimos dez anos estiveram sobretudo as marcas do PSA Group e Alfa Romeo, que registaram subidas de 28,% e 27,2%, respectivamente.

O líder do mercado continuou a ser, porém, o alemão Volkswagen Group, que viu a sua quota crescer de 23,1%, em 2016, para 23,3%, no ano passado. Em segundo lugar ficou o grupo que detém a Peugeot e a Citroen, que saltou de uma quota de mercado de 9,1% para 15,4%.  

Olhando apenas para os números de Dezembro, as vendas de automóveis desceram 4,9% na União Europeia, uma evolução que a ACEA explica sobretudo com o facto de Dezembro de 2017 ter tido menos um dia útil do que o mesmo mês do ano anterior.