Banca & Finanças Venda de carteiras de malparado vai atingir novo recorde em 2018

Venda de carteiras de malparado vai atingir novo recorde em 2018

A consultora estima que o portfolio de crédito malparado vendido aumente 20% este ano.
Venda de carteiras de malparado vai atingir novo recorde em 2018
Miguel Baltazar
Negócios 09 de março de 2018 às 12:58

A transacção de carteiras de crédito malparado (Non-Performing Loans - NPL na sigla em inglês) vai atingir um novo recorde este ano em Portugal, de acordo com a Prime Yield.

 

A consultora estima que o portfolio de crédito malparado vendido aumente 20% este ano, face aos 2 mil milhões de euros que fixou o ano passado, que já era o valor mais elevado de sempre.

 

"Foram dados passos muito relevantes na redução do stock de NPL no sistema bancário português no último ano, o que aliás é um factor reconhecido pelas autoridades europeias. Mas Portugal continua sob muita pressão, já que se mantém entre os países da União Europeia onde o rácio de malparado face ao total dos empréstimos é mais elevado", refere Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield, citado em comunicado.

 

Citando dados do Banco de Portugal, a Prime Yield assinala que o stock de crédito malparado desceu 16,5% entre Junho do ano passado e o mesmo mês de 2016, altura em que era superior a 50 mil milhões de euros.

 

Totalizando 42,2 mil milhões de euros, o crédito malparado representa 15,5% do total do crédito, pelo que Portugal continua com o terceiro rácio mais elevado da União Europeia, "sendo apenas superado pelos casos da Grécia e Chipre, e ficando mais de três vezes acima da média Europeia (rácio de 4,6%)".

 

O elevado nível do malparado tem sido apontado como um dos principais problemas da economia portuguesa e em particular do sistema financeiro.

 

Ainda esta semana, quando retirou Portugal na lista de países em desequilíbrio excessivo, a Comissão considerou que a estratégia para resolver o problema do crédito malparado tem vindo a ser implementada "com algum progresso", mas este é um ponto que os comissários defendem que deve continuar a ser considerado como "prioritário".




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