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Venda da JM Retalho pela Ahold é «altamente improvável»

A alienação da posição 49% que a Ahold detém na Jerónimo Martins Retalho (JMR), unidade que controla o Pingo Doce e a Feira Nova, é «altamente improvável», garantiu Luís Palha. O CEO da distribuidora acrescenta que «dificilmente» os holandeses encontrarão

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 24 de Junho de 2004 às 11:41
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A alienação da posição 49% que a Ahold detém na Jerónimo Martins Retalho (JMR), unidade que controla o Pingo Doce e a Feira Nova, é «altamente improvável», garantiu Luís Palha. O CEO da distribuidora acrescenta que «dificilmente» os holandeses encontrarão um activo com a rentabilidade da JMR.

Num encontro na Madeira para inauguração de uma nova unidade do Pingo Doce, Luís Palha, administrador executivo da Jerónimo Martins [JMAR], considerou como «improvável» a saída da Ahold da JMR, afastando assim rumores recorrentes de mercado, que voltaram ontem a intensificar depois da holandesa ter-se visto obrigada a comprar uma posição de 20% (avaliada em 840 milhões de euros) numa «joint venture» nórdica.

O responsável da Jerónimo Martins desvaloriza essa operação (necessidade da Ahold comprar os 20% que a Canica detém na ICA), alegando que a retalhista holandesa tem vindo a prosseguir uma política de recuperação da empresa, após os recentes escândalos contabilísticos que envolveram a sua contabilidade.

A Ahold «já fez um aumento de capital, já vendeu a maioria dos activos a que se propôs vender» por isso, Luís Palha acredita que «é altamente improvável» que a holandesa venha a equacionar a saída da JMR.

O mesmo defendeu ainda que a estratégia da companhia holandesa passava por vender os activos não estratégicos menos rentáveis. «Dificilmente poderão encontrar um activo com esta rentabilidade», argumentou Luís Palha, referindo ao desempenho da JMR.

Jerónimo preparada para todas as eventualidades

Independentemente da decisão da Ahold (sobre uma eventual alienação da posição de 49% na JMR), o mesmo responsável garante que a empresa nacional está prepara para fazer face à possibilidade de ter de vir a exercer a opção de compra sobre esses 49%.

«A Jerónimo Martins está preparada para todas as eventualidades. Se algum dia a Ahold tiver que vender, nós sentimo-nos em condições para procurarmos soluções». O desenlace desta operação poderá passar quer pela compra, quer pela procura de um parceiro que possa tomar aquela posição.

As acções da Jerónimo Martins seguiam em queda de 1,83% para 9,10 euros, depois de ontem terem valorizado 5,82%.

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