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Venda de 4,15% da EDP rende 1.015 milhões de euros ao Estado

O Estado encaixou 1.015 milhões de euros com a venda de 4,1% da EDP, no âmbito da sétima fase de privatização da eléctrica. A emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções assentou num preço por acção de 4,62 euros, o que representou um prémio

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 13 de Dezembro de 2007 às 20:55
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O Estado encaixou 1.015 milhões de euros com a venda de 4,1% da EDP, no âmbito da sétima fase de privatização da eléctrica. A emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções assentou num preço por acção de 4,62 euros, o que representou um prémio de conversão de 45%. A taxa de cupão foi de 3,25%, segundo dados agora revelados pelo Ministério das Finanças.

"Foi uma excelente operação pois, antes de mais, face à cotação média da EDP hoje (4,53 euros) recebeu-se mais 9 cêntimos. Face às condições de mercado, esta operação fechou com menos 131 pontos base face à taxa "midswap" a sete anos", avalia fonte oficial das Finanças.

"Este resultado compara favoravelmente com a operação realizada em 2005, na qual o "spread" face à mesma taxa foi de menos 53 pontos base. Ou seja, conseguiu-se o dobro do desconto nesta operação. Comparando esta operação com as operações realizadas nos mercados internacionais verifica-se que o prémio de conversão conseguido (45%) foi superior ao de recentes operações, cujo prémio de conversão rondou entre os 27,5% e os 39%", adianta a mesma fonte.

O Estado baixou assim a posição directa no capital da eléctrica de 20,49% para 16,34%. Contudo, os direitos de voto destas acções deverão continuar a ser imputados ao Estado português, uma vez que a Parpública tem a opção de não converter as obrigações em acções, recomprando as obrigações no final do prazo.

Esta manhã, a Parpública, entidade que gere as participações empresariais do Estado, adiantava que procedeu ao lançamento de uma oferta de obrigações susceptíveis de permuta por acções representativas do capital social da EDP com vencimento em 2014.

A Parpública anunciou também que vai oferecer aos detentores das obrigações convertíveis em acções da EDP, emitidas em 2005, a possibilidade de trocarem estes títulos pelos que agora vão ser emitidos.

O Caixa – Banco de Investimento e a Morgan Stanley são os Joint Bookrunners da Oferta de Obrigações ("Bookrunners"), enquanto instituições financeiras seleccionadas em conformidade com os termos previstos na referida Resolução do Conselho de Ministros, e bem assim actuam como Dealer Managers da Oferta de Troca.

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