Comércio Vendas do retalho crescem 3,4% em 2018 para 20.945 milhões

Vendas do retalho crescem 3,4% em 2018 para 20.945 milhões

As vendas totais do retalho alimentar e não alimentar somaram 20.945 milhões de euros no ano passado, uma subida de 3,4%, no mercado nacional.
Vendas do retalho crescem 3,4% em 2018 para 20.945 milhões
Sara Matos/Negócios
Pedro Curvelo 17 de abril de 2019 às 10:52

Os setores do retalho alimentar e não alimentar alcançaram um volume de vendas de 20.945 milhões de euros no ano passado, tendo crescido 3,4%, segundo dados do barómetro de vendas da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) divulgado está quarta-feira, 17 de abril.

 

O retalho alimentar registou uma subida de 2,8%, para os 12.403 milhões de euros, enquanto o não alimentar aumentou as vendas em 4,3%, atingindo os 8.542 milhões.

 

Assim, o retalho alimentar desacelerou face ao crescimento de 3,9% registado em 2017, enquanto o não alimentar apresentou uma subida nas vendas superior aos 3,8% do ano anterior. Em termos absolutos, o alimentar aumentou a faturação em 341 milhões de euros e o não alimentar em 354 milhões.

 

O peso das promoções no retalho alimentar continuou a aumentar, representando 46,4% das vendas, valor que compara com os 45% do ano anterior. O diretor-geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, disse, na apresentação do barómetro de vendas, que esta é "uma tendência do mercado", reconhecendo que os consumidores portugueses são dos que revelam "maior apetência pelas campanhas promocionais".

Questionado se o peso das promoções nas vendas não colocavam uma pressão acrescida nas margens dos produtores, o responsável considerou que "isso é um mito", justificando que, "vários estudos" apontam para que "a margem neste setor está essencialmente nos produtores e não na distribuição".

Gonçalo Lobo Xavier assinalou também que as quotas de mercado por canal de distribuição indicam que "o mercado está relativamente maduro e estamos a assistir a uma estabilização". No ano passado, os hipermercados representaram 26,3% das vendas, os supermercados pesaram 49,8% (mais 0,2 pontos percentuais do que em 2017), enquanto os "discounters" viram a sua quota baixar de 15,4% para 15,2% e os outros locais de venda foram responsáveis por 8,6%.

O diretor-geral da APED destacou também que o peso das marcas próprias da distribuição aumentou muito ligeiramente - passando de 33,4% para 33,6% - enquanto as marcas dos fabricantes representam 66,4% das vendas. "Este é outro mito que importa desmontar: dizer que as marcas de distribuição têm um excesso de protagonismo".

No retalho alimentar, os congelados apresentaram o maior crescimento no ano passado, tendo aumentado as vendas em 6,1%. Seguiram-se os perecíveis ou frescos, com uma subida de 4,1%, e os produtos de mercearia, com um incremento de 4%.

Nos laticínios as vendas registaram uma subida de 3,2%, enquanto nas bebidas o crescimento fixou-se em 3,1%.

Já no retalho não alimentar, os bens de equipamento apresentaram uma subida de 5,9%, destacando-se os equipamentos de telecomunicações, com um crescimento de 9,5%. O entretenimento e papelaria cresceu 5,1%, os combustíveis vendidos pelas empresas de distribuição aumentaram as vendas erm 4,7%, para 3.633 milhões de euros, e o vestuário registou uma subida de 2%.

(Notícia atualizada às 12:52 com mais informação)






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