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Ventonorte quer investir 63 milhões em Portugal

O consórcio Ventonorte, liderado pela Enel e Unión Fenosa, está disponível para investir, em Portugal, perto de 63 milhões de euros em duas unidades industriais de produção de turbinas eólicas, que vão gerar mais de 840 empregos directos e de 420 indirect

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 23 de Junho de 2006 às 06:50
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O consórcio Ventonorte, liderado pela Enel e Unión Fenosa, está disponível para investir, em Portugal, perto de 63 milhões de euros em duas unidades industriais de produção de turbinas eólicas, que vão gerar mais de 840 empregos directos e de 420 indirectos.

No total, o agrupamento, que apresentou propostas para as fases A e B do concurso para atribuição de potência eólica lançado pelo Governo, prevê investir cerca 1,5 mil milhões de euros, incluindo os parques eólicos, no caso de obter licenças para uma potência de até 1.200 megawatts (MW).

O risco do investimento industrial será tomado pelo construtor indiano Suzlon, que detém 5% do capital do consórcio. Com um centro de engenharia na Alemanha e outro comercial na Dinamarca, a Suzlon pretende agora instalar uma unidade produtiva na Europa, a par de outras duas que está a desenvolver na China e EUA.

"Estamos disponíveis para investir em Portugal, porque precisamos de ter produção na Europa e Portugal reúne as condições necessárias desde que foi lançado este concurso", explicou ontem aos jornalistas Henri Schumann numa visita ao maior parque eólico em Espanha da EUFR – "joint-venture" da Enel com a UF para o sector das energias renováveis.

Enel e Fenosa na biomassa

Hoje com cerca de 900 MW instalados de energias renováveis, as eléctricas italiana Enel e a espanhola UF pretendem que, em 2013, cerca de um terço dos seus negócios nesta área seja gerado a partir de Portugal, revelou o presidente da EUFR.

A participação no concurso das eólicas faz parte desta estratégia, sendo que a companhia está neste momento a preparar a candidatura ao concurso da biomassa, que será lançado pelo Governo em Setembro. "A biomassa é estratégica para o nosso crescimento, sendo uma clara aposta dos dois accionistas", salientou o gestor, em declarações ao Jornal de Negócios.

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