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Veto do Governo pode afastar investidores da bolsa portuguesa

"Quem é que vai querer investir em grandes empresas portuguesas se ocorrem este tipo de interferências?". A pergunta feita por Roger Appleyard, analista da RBC Capital Markets, refere-se ao veto do Governo à proposta da Telefónica para comprar a Vivo e pode, muito bem, ser a questão que muitos investidores estão a fazer neste momento. O mercado acredita que o veto do Executivo pode afastar muitos investidores da bolsa portuguesa.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 20:41
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"Quem é que vai querer investir em grandes empresas portuguesas se ocorrem este tipo de interferências?". A pergunta feita por Roger Appleyard, analista da RBC Capital Markets, refere-se ao veto do Governo à proposta da Telefónica para comprar a Vivo e pode, muito bem, ser a questão que muitos investidores estão a fazer neste momento. O mercado acredita que o veto do Executivo pode afastar muitos investidores da bolsa portuguesa.

"Os investidores vão estar muito mais nervosos em relação à bolsa portuguesa", continua Appleyard, para quem o veto do Governo é uma forma de afastar possíveis investiodres da bolsa portuguesa.

"Quem é que vai querer investir em grandes empresas portuguesas se ocorrem este tipo de interferências?", questiona o analista da RBC Capital Markets em Londres.

A operadora espanhola oferecia 7,15 mil milhões de euros para comprar a Vivo e a proposta foi aceite por 74% do capital presente na Assembleia-Geral da Portugal Telecom que decorreu esta manhã. No entanto, o Governo de José Sócrates decidiu usar a "golden share" que possui na Portugal Telecom e vetar o negócio com a Telefónica.

À espera da decisão do Tribunal de Justiça Europeu

No entanto, a existência desta "golden share" tem sido uma questão polémica entre o Estado português e a Comissão Europeia, já que a instituição liderada por Durão Barroso critica a utilização deste instrumento.

O caso está actualmente no Tribunal Europeu de Justiça, que no próximo dia 8 de Julho vai pronunciar-se sobre a legalidade deste "golden share".

Se o tribunal decidir contra Portugal isso "significaria que a Telefónica poderia voltar a lançar a oferta", afirma Denis Waelbroeck, advogado especializado em legislação da União Europeia, citado pela Bloomberg.

"O tribunal europeu não tem tido simpatia por este tipo de restrições", acrescenta Waelbroeck.

Outro analista contactado pela Bloomberg refere que a decisão do Governo português "não reflecte a imagem do país" e defende que "o Executivo deve vender a sua 'golden share' na PT, em vez de a usar com o objectivo de nacionalizar a economia".

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