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Vieira Monteiro: "É difícil que o Novo Banco venha a valer 4,9 mil milhões"

Para o presidente do Santander Totta, há um risco elevado de os bancos do sistema financeiro nacional terem de vir a assumir perdas em resultado da solução encontrada para o BES.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 16 de Novembro de 2014 às 15:06
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António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, não critica, mas também não aplaude, a solução encontrada para o BES. "Foi a solução encontrada", diz em entrevista ao "Expresso". Contudo, tem dúvidas quanto à avaliação do Novo Banco. Diz que é difícil que se venda a instituição por 4,9 mil milhões de euros, o que pode ditar perdas para o restante sector financeiro.

 

Questionado sobre se era mesmo obrigatório seguir a via da resolução no caso do BES, Vieira Monteiro diz que "penso que não [fomos obrigados], mas não vale a pena estar a pensar nisso". O que é preciso é que "os assuntos sejam resolvidos de forma a não haver prejuízo", algo que o responsável do Santander Totta vê como difícil, tendo em conta o valor injectado na instituição pelo Fundo de Resolução.

 

"Analisando o que é o banco hoje e o que são os outros bancos, acho difícil que venha a valer isso [4,9 mil milhões de euros], sobretudo porque esse preço é influenciado por uma operação específica de três mil milhões feita ao BES Angola", diz ao "Expresso". Neste sentido, há risco de perdas para os outros bancos. Por isso, "o Novo Banco deve ser vendido o mais depressa possível, porque à medida que o tempo passa perde valor".

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