Transportes Vimeca afirma desconhecer acordo com o Estado

Vimeca afirma desconhecer acordo com o Estado

Transportadora diz que sistema “põe em risco a sua sustentabilidade”. A empresa reclama sete milhões ao Estado por dívidas de 2011, 2012 e 2013.
Vimeca afirma desconhecer acordo com o Estado
Bruno Simão/Negócios
Alexandra Noronha 23 de julho de 2013 às 17:19

A Vimeca afirma desconhecer o acordo que Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes afirma ter assinado com várias empresas de transportes privados. A empresa adiantou ao Negócios que “não chegou a acordo com a Secretaria de Estado dos Transportes, porque não lhe foi apresentado qualquer acordo em concreto, pelo que desconhecemos o acordo citado pelo Secretário de Estado”.

 

O Negócios publicou declarações de Sérgio Monteiro acerca do acordo a que terá chegado com as empresas de transportes quanto à repartição da receita dos passes.

 

A empresa esclarece ainda que “não se trata apenas da regra da repartição de receitas dos passes intermodais, mas sim pelo atraso do pagamento das indemnizações compensatórias de 2011 e 2012”.

 

A Vimeca deu um prazo ao Governo, que termina no final deste mês, para que fosse “regularizada a dívida de mais de sete milhões de euros, referente aos anos de 2011 e 2012”.

 

A empresa diz ainda que “havendo realmente um acordo, como afirma Sérgio Monteiro, seria de bom tom e a bem do esclarecimento público que os termos e a data desse suposto acordo fosse divulgado”.

 

“A Vimeca não terá qualquer problema, no momento oportuno e em sede própria de esclarecer de forma cabal todas as questões inerentes ao actual sistema de passes sociais, principalmente a maneira de como vem sendo repartida e distribuída as receitas provenientes desses passes em detrimento de muitas empresas, inclusive as do Estado”, explicou a transportadora.

 

“A sustentabilidade da Vimeca está posta em causa quando o Estado permite que parte das suas receitas, do passe social, desde 2007 seja entregue todos os meses a outras operadores, por um serviço que foi prestado pela Vimeca, porque o Estado insiste em não aplicar a nova chave de repartição de recitas” e continua a fazê-lo de acordo com um modelo de 1989.




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