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Visteon quer despedir 72 trabalhadores em Palmela e recorrer a "lay-off"

A multinacional de fabrico de componentes para automóveis Visteon está a negociar com 72 trabalhadores a rescisão dos seus contratos de trabalho, tendo ainda previsto um ‘lay-off’ para várias dezenas de trabalhadores, disse ao Negócios fonte sindical conhecedora do processo.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 06 de Março de 2009 às 19:10
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A multinacional de fabrico de componentes para automóveis Visteon está a negociar com 72 trabalhadores a rescisão dos seus contratos de trabalho, tendo ainda previsto um ‘lay-off’ para várias dezenas de trabalhadores, disse ao Negócios fonte sindical conhecedora do processo.

“Foi-nos comunicada a intenção da empresa de fazer um novo ‘lay-off’ e rescindir o contrato com 72 trabalhadores”, disse Paulo Ribeiro, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas (SIESI), lembrando que a Visteon de Palmela, que chegou a ter no ano passado 1.600 trabalhadores, conta actualmente com 1.347 funcionários. O último corte aconteceu em Dezembro, quando 50 pessoas abandonaram a empresa com uma compensação de 1,5 salários por ano de antiguidade.

A Visteon, que produz sistemas de controlo de temperatura para automóveis, além de outros componentes, está em Palmela desde 1990. Em Dezembro anunciou um período de redução de trabalho em 27 dias, mas só concretizou seis dias de paragem até ao momento.

No entanto, a situação da empresa agravou-se, dado que, ao que o Negócios apurou junto da mesma fonte sindical, está a ser preparada uma proposta para que alguns funcionários com salários mais elevados venham a trabalhar menos um dia por mês até Julho e para que 35 outros trabalhadores entrem mesmo numa situação de ‘lay-off’, suspendendo o seu contrato de trabalho pelos próximos seis meses.

Não foi possível até ao momento recolher junto da administração da Visteon de Palmela esclarecimentos adicionais sobre este assunto.

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